Trata-se de Vence João Aguacheiro, natural da provincial de Zambézia, que deixou bem cedo a sua terra natal com o propósito de crescer e notabilizar-se como empreendedor em grandes cidades.
Vence João Aguaceiro (CACAUCHO), como carinhosamente é tratado pelos amigos mais chegados, escolheu a cidade da Beira para empreender o seu negocio, tendo primeiro trabalhado como costureiro na casa provincial da cultura nesta urbe, onde para alem de produzir varias obras como vestuários e calcados, também formou jovens interessados em aprender a costurar.
O seu contacto com tambores, onde o jovem da mais luz ao material começou nos princípios de 2020, quando o mesmo ganhou um projecto de produção de bancadas moveis que podem ser vistos no maior parque de infraestruturas verdes na cidade da Beira, inaugurado ano passado pelo presidente da república Filipe Jacinto Nyusi.
O nosso entrevistado disse a nossa revista que os diversos mobiliários feitos na base do tambor só são produzidos por encomenda sendo que a primeira foi solicitada pela CHICO, uma empresa responsável pelas obras do canal do Chiveve que já si encontra na sua fase final.
Cacaucho garantiu que as suas obras vão acrescentar algum valor aquele espaço turístico e que de alguma forma fascinara aos visitantes, do maior parque de infraestruturas verdes ao nível de Africa Austral, dai que com alguns turistas a fotografarem as suas obras ela poderá de certa forma chegar ainda mais longe.
POSTO DE EMPREGO?
Com a reciclagem dos tambores e criação de Bancadas móveis, Mesinhas e sofás, o jovem empreendedor de trinta e três anos de idade, empregou Catorze Jovens de várias áreas, como: Pintura, Serralharia e Carpintaria.
São jovens que através deste trabalho ganham algum salario que por sua vez sustentam o seu agregado familiar, são na sua maioria jovens que tiveram alguma formação técnico-profissional e viram neste trabalho oportunidade de aperfeiçoar o que aprenderam.
SERA QUE COM A PANDEMIA FICA COMPROMETIDA A EXECUCAO DAS SUAS OBRAS?
O nosso entrevistado, disse que mesmo com a situação da covid-19 a preocupar cada vez mais o pais, o seu trabalho não para porque na verdade ele e feito em casa e num ambiente seguro, comprido com todas as medidas de prevenção da pandemia.
META A ALCANCAR?
Com estas obras, Vence João Aguacheiro, sonha em um dia ser proprietário de uma grande indústria subdividido em vários sectores, com destaque para a formação onde poderão participar cidadão nacionais e internacionais e a partir disto poder criar o seu próprio emprego.
Cacaucho disse, eu sou filho de camponês, mas por causa desta habilidade, hoje sou um jovem empreendedor e bem-sucedido na minha área de trabalho, por isso incentivo aos outros a correr atras dos sonhos e nunca desistir.
Ainda em torno do empreendedorismo o nosso entrevistado, disse que numa altura em que os números de óbitos e infeções pela covid-19 tende a subir e importante que si use mais as plataformas digitais para fazer negócios, e assim evita-se exposição pelas ruas, e neste momento a nossa fonte tem as redes sociais como um lugar para expor e vender os seus produtos, com destaque para as obras feitas na base do Tambor o que e uma grande inovação.
PROJECTOS PARA O ANO 2021
Por ser um jovem multifacetado e que desde a tenra idade viveu do seu próprio negócio e sobretudo das artes, Cacaucho disse:
Tenho muita coisa para oferecer neste 2021, mais a prioridade mesmo e de produzir um documentário sobre o surgimento do GRUPO CAPOEIRA SENZALA, uma academia de capoeira lancada por si em Moçambique, que também e a sua outra paixão para além de criação de obras de arte.
E quanto a transformação dos tambores em mobílias, pretende continuar a produzir, desta vez de uma forma mais extensiva, para além de parques, casas de pastos, o grande desafio e ver as suas obras nas casas dos Moçambicanos, embelezando a sala, o jardim e outros lugares de lazer.
Com a idade que tem Cacaucho diz sentir-se realizado, pois já conseguiu registar a sua própria empresa denominada, CACAUCHO ARTES E MODA, que por duas vezes representou a provincial de Sofala, numa das maiores feiras do país, denominada FACIM-FEIRA INTERNACIONAL DE MAPUTO, onde por duas vezes foi distinguido com certificado de mérito.
No final, Cacaucho disse que com a sua empresa quer ganhar novos mercados e para isso si materializar não vai parar de lutar.