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  • De um Polidor de Viaturas a um Empreendedor de Sucesso

    ONÉSIMO SINGA DEFENDE EMPREENDEDORISMO PARA CRIAÇÃO DE RIQUEZAS NO PAÍS

    Natural de Maputo e residente no bairro de Maxaquene B, Onésimo Singa é um jovem empreendedor que influenciador. O seu percurso como empreendedor já ultrapassou várias fases, e actualmente é considerado um empresário de sucesso. Interprete e Tradutor de Português e Inglês, professor de Inglês, palestrante e escritor, Onésimo lançou há pouco tempo o seu livro intitulado “Empreendedor de Sucesso”.

    Casado oficialmente e pai de uma filha, com 30 anos de idade, Onésimo Singa iniciou a sua carreira de empreendedor aos 17 anos de idade, altura em que tornou-se polidor de viaturas, actividade que desenvolveu durante 4 anos. Durante a primeira parte dos quatro anos como polidor de viaturas, Onésimo tinha uma renda de quatro centos meticais, que veio depois a subir para setecentos meticais.

    O jovem empreendedor revelou à Revista Negócios no Chiveve, que o valor conseguido na lavagem de carros era investido nos seus estudos. A língua Inglesa foi um dos cursos nos quais Onésimo Singa investiu na altura, e hoje é sem dúvida uma habilidade de grande serventia para si e sua família. Desde o ano de 2017, Singa lecciona o curso de Inglês em diversas instituições como freelancer.

    Enquanto leccionava Inglês, ele desenvolvia outras actividades como promotor de venda de Pizzas. E mais, além de trabalhador independente, Onésimo trabalhou como call center (agente de atendimento) de uma empresa denominada “O Cardápio”. Outra área desenvolvida pelo actual empreendedor foi a de recepcionista e auxiliar administrativo de um estabelecimento de hospedagem do tipo guest house (casa de visita). Neste estabelecimento de hospedagem o nosso entrevistado revelou que trabalhou durante o período entre 2012 a 2016.

    A sua saída da guest house tinha um propósito maior. A partir daquele ano começou a dedicar-se exclusivamente ao empreendedorismo. Importa realçar que, durante os cinco anos como recepcionista e auxiliar administrativo do estabelecimento de hospedagem, a fonte pôde criar a sua primeira empresa denominada Onésimo Bussiness Network. A Revista Negócios no Chiveve soube ainda que, a primeira empresa do jovem empreendedor foi criada no ano de 2014, depois de este ter participado de um curso de empreendedorismo com duração de 6 meses.

    Assumi a área de empreendedorismo em 2016, mas eu tinha já feito um curso de empreendedorismo em 2012. Em 2014 criei a minha primeira empresa, porém, só em 2016 assumi totalmente as actividades desta empresa. Esta prestava serviços de consultoria e treinamento empresarial,” disse a fonte.

    O nosso entrevistado revelou ainda que, a criação da primeira empresa foi em um ambiente de aventuras, mas que foi uma experiência desafiante, e com bons momentos. Dos projectos desenvolvidos por esta empresa destacam-se a produção de um livro, um programa televisivo, consultorias, e realização de conferências e palestras.

    É claro que quando se cria uma empresa, esta vem acompanhada de grandes expectativas; infelizmente as minhas não foram alcançadas imediatamente. Muitos “frutos” estão sendo colhidos só agora em 2020/2021, quando caminho para a criação da minha segunda empresa. A diferença entre o Singa de 2014 e o Singa de hoje é que, em 2014 eu tinha apenas conhecimento teórico e agora tenho muito conhecimento (teórico) e prático em várias áreas que trabalho como empreendedor. E esta é a mais-valia que carrego para a nova empresa”, contou o entrevistado.  

    De acordo com Onésimo Singa, a nova empresa já está em processo de registo nas entidades legais. Ela prestará serviços de imobiliária, organização de eventos corporativos, tradução e interpretação de línguas, produção de programas de televisão, e serviços de limpeza. Em previsão, até abril do corrente ano o empreendedor prevê que a empresa esteja já em funcionamento.

    Actualmente, o empreendedor é também apresentador de um programa televisivo. O programa de televisão foi desenhado em 2014 e a sua efectivação veio a ser no mês de Março do ano passado através de uma proposta apresentada pelo empreendedor a uma estação televisiva sediada em Maputo. A primeira temporada deste programa foi de Março a Junho, o mesmo está ligado ao empreendedorismo, finanças, negócios e liderança. Neste programa, Onésimo é acompanhado por outros empreendedores e empresários, tornando-se um espaço de partilha de experiência.

    Um dos primeiros objetivos ao trazer este programa à televisão era inspirar e motivar os jovens na área de empreendedorismo e negócios. Digo que consegui fazer isso, pois agora que o programa não está no ar, as pessoas ligam para saber sobre o ponto de situação”, disse o jovem empreendedor.

    Empreendedorismo para a Criação de Riqueza no País

    Onésimo Singa afirma que o empreendedorismo é a opção certa para criar riquezas para si, assim como para o país. O mesmo aponta as exigências na legalização de iniciativas empreendedoras como um dos grandes desafios.

    É possível ser um empresário de sucesso em Moçambique, mas é diferente por exemplo dos Estados Unidos da América. Nos Estados Unidos o sistema empresarial ou governamental funciona efectivamente: por exemplo, lá não é obrigatório ter um espaço físico, mas em Moçambique é. Acontece que um escritório físico, em Moçambique é sinónimo de prestação de bons serviços; existe um grande nível de burocracia que dificulta o processo de empreender. Deveria ser o inverso se o país pretende desenvolver, sobretudo porque vejo no empreendedorismo uma área que pode ajudar o país a desenvolver de forma rápida”, explica o empreendedor.

    A fonte vai mais longe na sua explicação, afirmando que as dificuldades encontradas pelos empreendedores para registo de empresas atrasa o desenvolvimento do país, assim como dos empreendedores. Onésimo disse que apesar de todas estas dificuldades é possível ser-se bem-sucedido desde que haja persistência e resistência ao teste do tempo; embora, aquilo que se poderia fazer em um ano acaba levando mais tempo.

    À nossa equipa de reportagem, Singa contou que optou pelo empreendedorismo por influência do curso que frequentou. A fonte afirma ainda que o objectivo principal do curso de empreendedorismo a que se refere era de que cada participante pudesse criar um negócio, e que ele veio a abraçar este caminho de corpo e alma.

    Trabalhar para outrem nunca foi parte do meu plano profissional, talvez influenciado pelo período que trabalhei de forma independente como polidor de carros. Empreender é a melhor opção para mim; tenho tempo para fazer o que quero, quando quero e como quero. E os resultados vêm, embora por vezes levem muito tempo, mas quando chegam, é com abundância”, sustentou Onésimo Singa.     

    A fonte também falou das oportunidades que os jovens podem explorar nesta época da pandemia para empreender. Segundo o mesmo, uma vez que estamos em uma era em que as tecnologias de informação estão muito avançadas, onde tudo acontece através da internet, é um bom momento para que os jovens empreendedores descubram como agregar valores aos seus produtos levando-os ao mundo digital.

    Se pudermos pensar e agir dessa forma, acho que será útil para muitos jovens. Por exemplo, para os que dão aulas, é tempo de transformar suas aulas presenciais em aulas online; assim podem até abranger mais público e ganhar mais dinheiro. É só pensar como podemos agir de forma digital nos nossos negócios”, aconselha o jovem.

    Os Desafios no Empreendedorismo Estão Ligados ao Acesso ao Financiamento

    Na área do empreendedorismo a nível nacional enfrentamos sempre os mesmos desafios. A burocracia no acesso ao financiamento bancário é o grande desafio apontado pelo empreendedor Onésimo. Este defende ainda que, o acesso a finanças não deve ser uma barreira que bloqueia os jovens para que não possam empreender.  

    Eu faço auto-financiamento, e este é resultante das reservas para investimento vindas dos trabalhos que faço. As vezes recorro a terceiros, mas nunca a um banco, não é recomendável quando uma pessoa está na fase inicial do negócio. Portanto, não aconselharia a um novo empreendedor a optar por empréstimo bancário, claro, dependendo do tipo de negócio”, revelou a fonte. 

    De acordo com o mesmo, o outro desafio é a aceitação, tendo em conta que quando alguém decide empreender tem que garantir ao mercado que o trabalho que faz é de qualidade; este processo, na opinião de Onésimo leva tempo. Outro desafio é investir financeiramente numa certa área e depois os resultados não acontecerem de acordo com a expectativa criada.  A fonte fala ainda da problemática ligada a más parcerias estratégicas, que simplesmente aproveitam-se dos empreendedores. Onésimo revelou que já foi vítima deste tipo de parceiros, tendo perdido bastante dinheiro no processo.

    Outros desafios fazem parte da jornada, como ter parceiros estratégicos que nem são estratégicos, querem aproveitar-se de si. Faz parte do processo, já perdi dinheiro para pessoas que não são sérias, só queriam se aproveitar de mim; e já paguei dinheiro que não deveria pagar. Uma das barreiras foi uma parceria que fiz com uma empresa que tinha ganho um concurso. Esta empresa precisava de recursos humanos para implementação do trabalho, e a minha função e da minha empresa era fornecimento de mão-de-obra. Na função disso, trabalhamos e fornecemos mão-de-obra e depois não houve os pagamentos devidos. Pelo que a minha empresa teve que assumir todas as despesas do pessoal. Este foi o momento mais difícil de gerir como empreendedor”, revelou Onésimo Singa.

    O Livro “Empreendedor de Sucesso”

    Questionado sobre como ser um empreendedor de sucesso, sorrindo Onésimo respondeu: “Basta ler o meu livro”. Mais adiante explicou que não existe uma “chave de A a Z” para se ser um empreendedor de sucesso. Segundo a fonte, há que realçar a existência de um conjunto de princípios que a pessoa deve obedecer ou seguir, assim como em qualquer área ou mesmo no ciclo de vida.

    Uma das recomendações que dou no livro é que a pessoa deve descobrir as suas áreas dominantes de trabalho. E em função disso, criar uma estratégia de forma empresarial para que possa vender. Porque não basta só saber o que pode fazer e não criar uma estratégia empresarial. Se você sabe o que pode fazer ou oferecer ao mercado e não tem uma estratégia empresarial para chegar ao mercado, dificilmente você vai conseguir vender, e se não vender não irá ter dinheiro. E esse é só um dos objectivos. Por exemplo, eu sei fazer palestras, escrever livros, dar aulas e fazer tradução, tenho um conjunto de coisas que sei fazer e em função disso tenho que identificar uma coisa que é principal em tudo isso, e criar uma estratégia empresarial de forma que todas outras áreas consigam vender, é desta forma que pode-se considerar a nível financeiro um empreendedor de sucesso”, explicou Onésimo.

    A Revista Negócios no Chiveve soube ainda do entrevistado que, a ideia do livro surge da necessidade de deixar um legado à geração vindoura. O mesmo iniciou em 2014 quando o autor estava na igreja, e a pregação do seu pastor focava-se na seguinte questão: “o que as pessoas vão pensar de si quando morrer?” A fonte diz ter reflectido bastante naquela questão, em uma altura que ainda trabalhava no estabelecimento de hospedagem, e lhe veio a ideia de escrever um livro de empreendedorismo.

    Como já havia feito um curso de empreendedorismo em 2012, então comecei a escrever um livro. À medida que escrevia, ia pesquisando sobre como escrever um livro; o trabalho foi tanto até que em 2017 lançamos a primeira edição. Já em 2018 tive a oportunidade de estudar na África de Sul no projecto Yali, fiz o curso de empreendedorismo e negócios, e a ideia era desenvolver este livro e trazer aspectos que não havia feito menção na primeira edição”, revelou o entrevistado.

    Há que realçar que desde a altura em que Onésimo estava a escrever a primeira edição do seu livro, e foi a África do Sul, este já trabalhava como palestrante e comentador televisivo em matérias de negócios e empreendedorismo. Estas actividades que desenvolvia o ajudaram bastante, pois este foi agregando valores e conhecimento para a composição do livro. Ao regressar ao país, o autor trabalhou com a revisão e actualização dos conteúdos do livro, e assim nasceu a segunda edição.

    A segunda edição intitulada “Empreendedor de Sucesso” foi prefaciada pelo antigo presidente de Moçambique, Alberto Joaquim Chissano. Esta segunda versão, segundo o autor, iniciou a sua compilação em 2018 e foi lançada em Dezembro de 2020. A fonte revelou à nossa Revista que a cada ano irá lançar um livro, e para o ano corrente será lançado mais um livro em Novembro. 

    O livro intitulado “Os 50 executivos de Moçambique” será uma composição de entrevistas feitas a pequenos, médios e grandes executivos na área de empreendedorismo e negócios. Onésimo Singa, perspectiva para o futuro, daqui a 10 anos, ter a sua instituição de treinamento em empreendedorismo e negócios denominada “Instituto Empreendedor de Sucesso”. E pretende continuar a prestar serviços de consultor e treinador de grandes empresas.

  • Jovem empreendedor de idade recicla tambores e transforma-os em mobiliário de luxo.

    Trata-se de Vence João Aguacheiro, natural da provincial de Zambézia, que deixou bem cedo a sua terra natal com o propósito de crescer e notabilizar-se como empreendedor em grandes cidades.

    Vence João Aguaceiro (CACAUCHO), como carinhosamente é tratado pelos amigos mais chegados, escolheu a cidade da Beira para empreender o seu negocio, tendo primeiro trabalhado como costureiro na casa provincial da cultura nesta urbe, onde para alem de produzir varias obras como vestuários e calcados, também formou jovens interessados em aprender a costurar.

    O seu contacto com tambores, onde o jovem da mais luz ao material começou nos princípios de 2020, quando o mesmo ganhou um projecto de produção de bancadas moveis que podem ser vistos no maior parque de infraestruturas verdes na cidade da Beira, inaugurado ano passado pelo presidente da república Filipe Jacinto Nyusi.

    O nosso entrevistado disse a nossa revista que os diversos mobiliários feitos na base do tambor só são produzidos por encomenda sendo que a primeira foi solicitada pela CHICO, uma empresa responsável pelas obras do canal do Chiveve que já si encontra na sua fase final.

    Cacaucho garantiu que as suas obras vão acrescentar algum valor aquele espaço turístico e que de alguma forma fascinara aos visitantes, do maior parque de infraestruturas verdes ao nível de Africa Austral, dai que com alguns turistas a fotografarem as suas obras ela poderá de certa forma chegar ainda mais longe.

    POSTO DE EMPREGO?

    Com a reciclagem dos tambores e criação de Bancadas móveis, Mesinhas e sofás, o jovem empreendedor de trinta e três anos de idade, empregou Catorze Jovens de várias áreas, como: Pintura, Serralharia e Carpintaria.

    São jovens que através deste trabalho ganham algum salario que por sua vez sustentam o seu agregado familiar, são na sua maioria jovens que tiveram alguma formação técnico-profissional e viram neste trabalho oportunidade de aperfeiçoar o que aprenderam.

    SERA QUE COM A PANDEMIA FICA COMPROMETIDA A EXECUCAO DAS SUAS OBRAS?

    O nosso entrevistado, disse que mesmo com a situação da covid-19 a preocupar cada vez mais o pais, o seu trabalho não para porque na verdade ele e feito em casa e num ambiente seguro, comprido com todas as medidas de prevenção da pandemia.

    META A ALCANCAR?

    Com estas obras, Vence João Aguacheiro, sonha em um dia ser proprietário de uma grande indústria subdividido em vários sectores, com destaque para a formação onde poderão participar cidadão nacionais e internacionais e a partir disto poder criar o seu próprio emprego.

    Cacaucho disse, eu sou filho de camponês, mas por causa desta habilidade, hoje sou um jovem empreendedor e bem-sucedido na minha área de trabalho, por isso incentivo aos outros a correr atras dos sonhos e nunca desistir.

    Ainda em torno do empreendedorismo o nosso entrevistado, disse que numa altura em que os números de óbitos e infeções pela covid-19 tende a subir e importante que si use mais as plataformas digitais para fazer negócios, e assim evita-se exposição pelas ruas, e neste momento a nossa fonte tem as redes sociais como um lugar para expor e vender os seus produtos, com destaque para as obras feitas na base do Tambor o que e uma grande inovação.

    PROJECTOS PARA O ANO 2021

    Por ser um jovem multifacetado e que desde a tenra idade viveu do seu próprio negócio e sobretudo das artes, Cacaucho disse:

    Tenho muita coisa para oferecer neste 2021, mais a prioridade mesmo e de produzir um documentário sobre o surgimento do GRUPO CAPOEIRA SENZALA, uma academia de capoeira lancada por si em Moçambique, que também e a sua outra paixão para além de criação de obras de arte.

    E quanto a transformação dos tambores em mobílias, pretende continuar a produzir, desta vez de uma forma mais extensiva, para além de parques, casas de pastos, o grande desafio e ver as suas obras nas casas dos Moçambicanos, embelezando a sala, o jardim e outros lugares de lazer.

    Com a idade que tem Cacaucho diz sentir-se realizado, pois já conseguiu registar a sua própria empresa denominada, CACAUCHO ARTES E MODA, que por duas vezes representou a provincial de Sofala, numa das maiores feiras do país, denominada FACIM-FEIRA INTERNACIONAL DE MAPUTO, onde por duas vezes foi distinguido com certificado de mérito.

    No final, Cacaucho disse que com a sua empresa quer ganhar novos mercados e para isso si materializar não vai parar de lutar.

  • A Solução Para a Falta de Dinheiro. Baseada no Livro “O homem Mais Rico da Babilônia”

    O Rei da Babilônia, preocupado com as dificuldades enfrentadas pela população daquela região, no que concerne a produção e gestão de dinheiro, decidiu chamar o “homem mais rico da Babilônia” para o ajudar no solucionamento deste dilema, por meio de partilha de conhecimento sobre o “dinheiro”. 

    O homem chamado Arcade reuniu 100 alunos e começou a ensinar, dentre várias lições, 7 soluções para a falta de dinheiro, soluções essas aplicadas em sua vida e que ajudaram-no a enriquecer. Sendo:

    Primeira Solução – Poupe 10% de tudo que ganhar

    Bom, todos nós temos contas (continuamente) a pagar, e naquela época não era diferente! O problema é que as pessoas só se preocupam em pagar os outros, mas esquecem de pagar a si mesmos. Esses 10% devem ser guardados e investidos somente em empreendimentos com rendimento alto e com risco mínimo, pois o propósito principal dessa estratégia é o acúmulo de dinheiro. 

    Arcade afirma “que a riqueza é como uma árvore que cresce a partir de uma simples semente. A primeira moeda que economizar será a semente a partir da qual sua árvore da riqueza brotará. Quanto mais cedo plantá-la, mais cedo a árvore crescerá, e quanto mais fielmente alimentar e regar essa árvore com economias constantes, logo chegará o dia em que poderá abrigar-se em pleno contentamento em baixo de sua sombra.”

    Essas foram as palavras que o Arcade ouviu no começo da sua trajectória, e a partir daí começou a dar os primeiros passos rumo a riqueza. Em algum momento fez escolhas erradas e literalmente arrancou a sua árvore do chão, mas logo em seguida plantou outra e não demorou muito para começar a dar novos frutos. Exatamente o mesmo que devemos fazer, se em algum momento fizermos escolhas erradas e tivermos que gastar esta poupança, voltemos a plantar a nossa árvore imediatamente. Arcade acredita que parece ser uma “estranha lei do universo”, pois aqueles que poupam e não gastam uma determinada parte dos seus ganhos, o dinheiro vem facilmente. Mas curiosamente, o dinheiro costuma evitar aqueles cuja poupança se mantém constantemente vazia.

    Segunda Solução – Controle seus gastos

    É possível que depois da leitura da primeira solução tenhas despertado uma questão “Como irei separar 10% do meu rendimento, se esse dinheiro mal paga as minhas contas? Nunca sobra nada no fim do mês!” 

    A verdade é que, se a sua mente estiver totalmente voltada ao consumismo e não na geração de riqueza, não importa o quanto você ganhe, nunca irá sobrar nada, pois você vai gastar tudo. Todas as coisas que chamamos de despesas necessárias tendem a aumentar para se igualar ou até ultrapassar os nossos rendimentos, a menos que façamos algo para inverter essa tendência.

     Arcade diz, “não confundam despesas necessárias com desejos. Cada um de vocês junto com suas “boas famílias” têm mais desejos do que seus ganhos podem satisfazer, consequentemente tudo quanto recebem é despendido para satisfazer tais desejos a medida que eles surgem, e, ainda assim, restam muitos outros que não chegam a ser saciados. 

    Todos os homens tem mais desejos do que podem satisfazer. Acham que posso cumprir todos meus sonhos porque sou rico? 

    Trata-se de uma falsa ideia, pois há limites para o meu tempo, há limites para a minha energia, há limites para os prazeres da minha vida. Do mesmo modo como as ervas daninhas crescem em um campo onde o camponês deixa o espaço para suas raízes, os desejos crescem livremente no coração do homem capaz de saciá-los. Os desejos são uma multidão, mas aqueles que cada um de vocês pode satisfazer reduzem a um punhado.” 

    Assim sendo, você deve ter a plena noção de que nem todos os seus desejos devem ser satisfeitos, por isso, você não precisa sentir remorso ao abrir mão de alguns deles. Faça uma planilha com todos os seus gastos e se comprometa a não deixar que eles passem de 90% dentro daquilo que você ganha. Certamente que terá de cancelar planos de assinaturas ou reduzir a qualidade de alguns serviços. Mas, entenda que o que estará construindo será muito mais valioso do que aquilo que hoje te satisfaz momentaneamente. Garanto que no momento certo você poderá desfrutar com tranquilidade d’aquilo que poucos poderão, mas isso só será possível se começar a tomar a atitude certa a partir de hoje.

    Terceira Solução – Multiplique seus rendimentos 

    Arcade diz, “esta é a terceira solução para a falta de dinheiro, colocando cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhes lucros, um rio de riquezas fluindo constantemente para dentro de suas bolsas.”

    Bom, depois de ter seguido os dois passos anteriores, o dinheiro já terá começado a acumular-se na sua conta, mas isso ainda não é o suficiente, você precisa colocar esse dinheiro para trabalhar e crescer. Dinheiro acumulado pode trazer satisfação e afastar a preocupação, mas isso não passa de um começo, são os frutos que esse dinheiro renderá que os fará construir fortuna. 

    Quarta Solução – Proteja seu tesouro contra a perda

    Não importa o investimento que escolha fazer, saiba que sempre haverá riscos mesmo que mínimo, portanto, o seu papel é averiguar qual é o tamanho desse risco em paralelo ao retorno que o investimento lhe promete. Antes de tudo esqueça a promessa de dinheiro fácil e rápido, pois essas três palavras nunca cabem na mesma frase. Se quiser dinheiro fácil, se prepare para receber pouco. Se quiser dinheiro rápido, se prepare para assumir um alto risco. Mas, se ainda assim quiser dinheiro fácil e rápido só lhe restará o caminho desonesto, então não tem atalho. Se quiser acumular muito dinheiro honestamente, se prepare para ter paciência, assumir riscos e enfrentar várias dificuldades.

    Diariamente milhares de pessoas são fisgadas pelas promessas de ganhos incríveis com esforço a zero, mas como é de se esperar, essas mesmas pessoas sempre terminam endividadas e frustradas. 

    É seu papel estudar a fundo sobre as melhores opções de investimento e se informar com especialistas no assunto, pessoas que já passaram pelo caminho que você quer passar e tiveram êxitos. Arcade diz, “o dinheiro que o homem poupa deve ser guardado com firmeza, do contrário corre o risco de perder-se.” Logo é prudente aprendermos a manusear e proteger pequenos montantes antes que o destino nos confie a gestão de maiores montantes.

    Quinta Solução – Faça do lar um investimento lucrativo

    Assim como acontece hoje em dia, muitas famílias moravam em péssimas condições na Babilónia, as pessoas pagavam uma renda abusiva e em troca recebiam um cantinho onde nem se quer havia espaço para as crianças brincarem ou para as mulheres cultivarem suas plantas. Arcade recomendou aos alunos a fazerem um esforço para terem o próprio lar, mesmo que isso signifique pedir um empréstimo, afirmando que, com isso, eles se sentirão mais orgulhosos e felizes por saberem que empregaram seus esforços em um bem valioso, estável e livre para desfrutarem com suas famílias ao seu belo prazer.

    Apesar do conforto e orgulho que se oferece neste tipo de situação, ao residir em sua própria casa sem precisar se preocupar com a renda e o eminente risco de despejo por falta de pagamento desta, é importante analisar esta questão com muito cuidado, porque financiar uma moradia só para escapar da renda pode ser um grande tiro no pé, na medida em que nem sempre o crédito compensa. As vezes é melhor pagar uma renda e investir mensalmente o que sobrar, do que comprometer o orçamento com um financiamento que levará 30 anos para amortizar. 

    Pense bem antes de sair assumindo uma divida de longo prazo só porque deseja possuir um imóvel. Lembre-se que o imóvel só será seu quando ele estiver totalmente quitado, pois, enquanto estiver pagando as prestações, continua pertencendo ao banco.

    Sexta Solução – Assegure uma renda para o futuro

    Arcade começou esta secção dizendo o seguinte: “a existência de todo o homem vai da infância á velhice. Esse é o caminho da vida e nenhum homem pode desviar-se dele, a menos que os deuses o chamem prematuramente para o mundo do além. Por isso, digo-lhes que cabe a todo homem providenciar uma renda condizente para dias futuros, e providenciar que a família não fique na penúria quando já não puder contar com ele para o seu conforto e sustento.” 

    Ter dinheiro guardado e investido pode ser muito prazeroso enquanto somos jovens, porém, sua maior função é assegurar a fase da velhice. Infelizmente, muitos só conseguem pensar no dia de hoje ou, talvez, no máximo, na semana seguinte. Faça seus próprios investimentos pensando em sua aposentadoria, não queira depender do INSS, pois irá colocar-se em uma situação que o fará ter uma velhice de penúria e escassez, longe do conforto e da liberdade que você sempre sonhou. Arcade finaliza dizendo, “recomendo a todos os homens que, por meios prudentes e bem pensados, se garantam contra uma reserva minguada nos anos de sua maturidade, pois uma carência de fundos para um homem que já não se acha em condições de ganhar dinheiro poderá ser uma tragédia dolorosa.  

    Sétima Solução – Aumente sua capacidade de ganhar

    Você dificilmente terá reservado uma grande quantia no futuro, se o dinheiro que investe hoje for escasso. É facto que pessoas que estão em estado de pobreza alarmante ou que se vê afundadas em dívidas, não conseguem guardar nenhum metical. Então, muitas vezes a solução é aprender como ganhar mais, se já tem uma profissão, você pode buscar aperfeiçoar suas habilidades, seus conhecimentos para que possa aumentar seus resultados e usá-los como justificativa de um aumento de salário ou um cargo mais alto dentro da empresa. Mas, essa não é a única solução, você também pode montar seu próprio negócio na internet, por exemplo, já que a barreira de entrada é muito mais baixa do que um negócio físico.

    E para finalizar é como Arcade diz, “Á medida que um homem aperfeiçoa-se em seu ofício, sua capacidade de ganhar dinheiro também cresce. Quanto mais conhecimentos adquirimos, mais poderemos ganhar. O homem que busca aprender sempre mais sobre sua profissão será ricamente recompensado.” 

    Este artigo foi baseado no clássico livro “O homem Mais Rico da Babilônia”. Se você ainda não o leu, recomendo, pois vai abrir sua mente para uma melhor gestão financeira.Por: David Franco

  • JAMAIS USE SEU SUCESSO PROFISSIONAL COMO JUSTIFICATIVA PARA SEU FRACASSO FAMILIAR

    Você sabia que em média tomamos 35mil decisões por dia? Sim, é realmente um número enorme e assustador, mas a maior parte deste número vem daquelas decisões tão pequenas que por vezes nem nos damos conta que estamos decidindo, como por exemplo, a decisão sobre qual sapato usar, onde colocar o celular, “o que, onde e quando comer”, etc. 

    O problema é que essa quantidade enorme de decisões gera o que é conhecido como “fadiga de decisão” que é o ponto onde a pessoa se torna incapaz de tomar “boas decisões” ou “qualquer decisão”. 

    Mas, além dessas pequenas decisões existem aquelas que podem mudar radicalmente a nossa vida, decisões estas que se não forem tomadas a tempo se transformarão em arrependimento num futuro próximo. É exatamente nessas decisões que este artigo será focado, pois elas são tidas como as mais importantes.

    Para melhor debruçar-se do assunto, nada melhor que ouvir em primeira mão, de alguém com experiência neste tipo de caso. Bronnie Ware é uma mulher que trabalhou como enfermeira em cuidados paliativos, ou seja, cuidava de pacientes que estavam em seus últimos dias de vida. Durante a sua jornada de trabalho, ouvia muitas histórias, na sua maioria sobre arrependimentos. Você terá a oportunidade de conhecer algumas dessas histórias para que possa chegar no fim da linha de sua vida com um sorriso no rosto dizendo “eu faria tudo de novo”.

    1º – Ter vivido a vida com base nas expectativas dos outros

    Nas palavras da Bronnie Ware, “este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida está por um fio, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem a metade dos seus sonhos e muitas tende a morrer sabendo que a causa de tudo isso foi alguma ou não decisão que deveria ter tomado. É incrível como a saúde nos traz uma liberdade até não termos mais.”

    Pense em quantas vezes você deixou de fazer alguma coisa importante, simplesmente para agradar aos outros. Isso é comum, afinal todos queremos agradar as pessoas mais importantes para nós, decerto que em algumas delas você tem a sorte de ser retribuído pelo favor prestado, mas a maioria não, e são nesses momentos que você precisa respeitar os seus princípios e suas ambições.

    Tomar uma grande decisão, como fazer o curso de medicina, por exemplo, porque é o sonho da sua avó ou mãe, vai custar-te “muito caro”, tanto ao nível financeiro como emocional. Se você é um adulto, não precisa de permissão de ninguém para tomar as suas próprias decisões e seguir aquilo que te faz feliz. É claro, seja grato quando houver apoio, mas seja determinado para assumir as suas decisões quando todos não concordarem e, principalmente, seja corajoso para assumir os riscos, pois, na realidade, o maior risco que você não deseja ter é se ver no fim da vida deitado numa maca se lamentando por todas as coisas que não fez, por receio ou medo do que os outros achariam. 

    2º – Ter trabalho de mais

    Nas palavras da Bronnie Ware, “todos os pacientes, do sexo masculino, sentiam falta do que não tiveram, um momento ímpar com as suas esposas e filhos. Quanto as mulheres, pouco se ouvia sobre este arrependimento, pois a maioria delas era de uma geração mais antiga em que o empoderamento da mulher não se fazia sentir. Todos os homens com quem conversei se arrependeram de ter passado tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

    Esta é uma situação muito delicada, pois as pessoas partilham a opinião de que o sucesso profissional advém do abandono da família, ou seja, para ter sucesso profissional é necessário praticamente abandonar a família, mas isso não é verdade, é possível dar conta dos dois. 

    Alguém pode dizer, “mas eu trabalho em 2 empregos, não tem como conciliar as duas coisas”. Neste tipo de situação, a melhor solução não é ter dois empregos, mas sim, se esforçar para conseguir um que te remunere bem e dentro do horário normal de trabalho. De certa forma que, em um dado momento, será necessário sacrificar algum tempo com a família, mas isso é de caracter provisório.

    Além disso, a qualidade do tempo com a família vale mais do que só quantidade. Na sua maioria, as pessoas que reclamavam de trabalho demasiado é porque não tomaram a decisão certa, e acabaram inclusos em um tipo de trabalho indesejado, ou então, foi apenas uma má gestão do tempo. Independentemente de qual for o motivo, jamais use seu sucesso profissional como justificativa para seu fracasso familiar.

    3º – Ter deixado de expressar seus sentimentos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos para ficar em paz com os outros, como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser, e muitas desenvolveram doenças relacionadas a amargura e ao ressentimento que carregavam.”

    Vivemos numa sociedade dominada pelo ego, as pessoas não querem expressar seus sentimentos por medo de serem interpretadas como pessoas frágeis, e por via disso, desde cedo, usam uma máscara para esconder o que realmente sentem e quem realmente são. Este tipo de pessoa nunca consegue se conectar profundamente com alguém. Elas preferem viver a vida com relacionamentos superficiais, pois, dessa forma, existem menos chances de se machucar emocionalmente.

    O problema é que por medo de assumir o risco, de expressar os seus sentimentos e se machucar, você corre o risco de ter uma vida superficial e nem se quer fazer falta quando for embora desse mundo, e pior ainda, você corre o risco de perceber que uma pessoa que você tanto ama partiu sem que você tenha demonstrado todo o seu amor e afecto por ela. 

    Como por exemplo, podemos aprender do filme “A culpa é das estrelas” através do elogio fúnebre do Augustus Water á Hazel Grace Lancaster onde ele diz, “a questão é que nós todos queremos ser lembrados, mas a Hazel é diferente, a Hazel sabe qual é a verdade, ela não queria um milhão de admiradores, só queria um e ela conseguiu, talvez não tenha sido amada por muitos mas foi amada profundamente e isso é mais do que a maioria de nós consegue.” 

    Então, é nessa perspetiva que muitos de nós acabamos ficando frustrados no final da nossa vida, porque queremos ter vários admiradores e não expressamos os nossos sentimentos. Infelizmente, isso é mais comum nos tempos actuais, pois, nem aos nossos pais conseguimos olhar dentro dos olhos e dizer um sincero “Eu te amo”. 

    4º – Ter perdido contacto com amigos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem às suas últimas semanas de vida. Nem sempre era possível rastrear essas pessoas, muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos, e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforços as amizades.” 

    Todo mundo sente falta dos amigos quando esta morrendo. Quando entramos numa rotina corrida de trabalho e obrigações pessoais, a primeira coisa que é deixada de lado são as amizades, e se não tomarmos cuidado, aquelas pessoas que foram tão importantes em nossas vidas e que nos fizeram experimentar momentos inesquecíveis vão se afastando cada vez mais, até ao ponto de duvidares se vocês ainda são amigos. Isso é muito triste! 

    No final das contas, o que mais importa nessa vida são as pessoas, principalmente pelo facto delas serem passageiras assim como você. 

    5º – Não se ter permitido ser mais feliz

    Nas palavras da Bronnie Ware, “esse é um arrependimento surpreendentemente comum, muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é uma escolha, as pessoas ficam presas a antigos hábitos e padrões. O famoso conforto das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que elas fingissem para os outros e para si mesmo que estavam contentes, quando no fundo ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”

    Acredito que este ponto resume todos os outros. Tenha coragem de fazer aquilo que você deseja, de ser quem realmente você é e de expressar seus sentimentos para as pessoas que você mais ama, se existe alguma fórmula para a felicidade, essas coisas com certeza fazem parte dos ingredientes.

    Salientar que este artigo foi baseado no livro da Bronnie Ware, denominado “Antes de partir: os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”. 

    E a questão que deixo para você que está lendo este artigo é a seguinte: 

    QUE TIPO DE DECISÃO (OU NÃO) TENS TOMADO PARA A SUA VIDA?

    Por: David Franco