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  • A Solução Para a Falta de Dinheiro. Baseada no Livro “O homem Mais Rico da Babilônia”

    O Rei da Babilônia, preocupado com as dificuldades enfrentadas pela população daquela região, no que concerne a produção e gestão de dinheiro, decidiu chamar o “homem mais rico da Babilônia” para o ajudar no solucionamento deste dilema, por meio de partilha de conhecimento sobre o “dinheiro”. 

    O homem chamado Arcade reuniu 100 alunos e começou a ensinar, dentre várias lições, 7 soluções para a falta de dinheiro, soluções essas aplicadas em sua vida e que ajudaram-no a enriquecer. Sendo:

    Primeira Solução – Poupe 10% de tudo que ganhar

    Bom, todos nós temos contas (continuamente) a pagar, e naquela época não era diferente! O problema é que as pessoas só se preocupam em pagar os outros, mas esquecem de pagar a si mesmos. Esses 10% devem ser guardados e investidos somente em empreendimentos com rendimento alto e com risco mínimo, pois o propósito principal dessa estratégia é o acúmulo de dinheiro. 

    Arcade afirma “que a riqueza é como uma árvore que cresce a partir de uma simples semente. A primeira moeda que economizar será a semente a partir da qual sua árvore da riqueza brotará. Quanto mais cedo plantá-la, mais cedo a árvore crescerá, e quanto mais fielmente alimentar e regar essa árvore com economias constantes, logo chegará o dia em que poderá abrigar-se em pleno contentamento em baixo de sua sombra.”

    Essas foram as palavras que o Arcade ouviu no começo da sua trajectória, e a partir daí começou a dar os primeiros passos rumo a riqueza. Em algum momento fez escolhas erradas e literalmente arrancou a sua árvore do chão, mas logo em seguida plantou outra e não demorou muito para começar a dar novos frutos. Exatamente o mesmo que devemos fazer, se em algum momento fizermos escolhas erradas e tivermos que gastar esta poupança, voltemos a plantar a nossa árvore imediatamente. Arcade acredita que parece ser uma “estranha lei do universo”, pois aqueles que poupam e não gastam uma determinada parte dos seus ganhos, o dinheiro vem facilmente. Mas curiosamente, o dinheiro costuma evitar aqueles cuja poupança se mantém constantemente vazia.

    Segunda Solução – Controle seus gastos

    É possível que depois da leitura da primeira solução tenhas despertado uma questão “Como irei separar 10% do meu rendimento, se esse dinheiro mal paga as minhas contas? Nunca sobra nada no fim do mês!” 

    A verdade é que, se a sua mente estiver totalmente voltada ao consumismo e não na geração de riqueza, não importa o quanto você ganhe, nunca irá sobrar nada, pois você vai gastar tudo. Todas as coisas que chamamos de despesas necessárias tendem a aumentar para se igualar ou até ultrapassar os nossos rendimentos, a menos que façamos algo para inverter essa tendência.

     Arcade diz, “não confundam despesas necessárias com desejos. Cada um de vocês junto com suas “boas famílias” têm mais desejos do que seus ganhos podem satisfazer, consequentemente tudo quanto recebem é despendido para satisfazer tais desejos a medida que eles surgem, e, ainda assim, restam muitos outros que não chegam a ser saciados. 

    Todos os homens tem mais desejos do que podem satisfazer. Acham que posso cumprir todos meus sonhos porque sou rico? 

    Trata-se de uma falsa ideia, pois há limites para o meu tempo, há limites para a minha energia, há limites para os prazeres da minha vida. Do mesmo modo como as ervas daninhas crescem em um campo onde o camponês deixa o espaço para suas raízes, os desejos crescem livremente no coração do homem capaz de saciá-los. Os desejos são uma multidão, mas aqueles que cada um de vocês pode satisfazer reduzem a um punhado.” 

    Assim sendo, você deve ter a plena noção de que nem todos os seus desejos devem ser satisfeitos, por isso, você não precisa sentir remorso ao abrir mão de alguns deles. Faça uma planilha com todos os seus gastos e se comprometa a não deixar que eles passem de 90% dentro daquilo que você ganha. Certamente que terá de cancelar planos de assinaturas ou reduzir a qualidade de alguns serviços. Mas, entenda que o que estará construindo será muito mais valioso do que aquilo que hoje te satisfaz momentaneamente. Garanto que no momento certo você poderá desfrutar com tranquilidade d’aquilo que poucos poderão, mas isso só será possível se começar a tomar a atitude certa a partir de hoje.

    Terceira Solução – Multiplique seus rendimentos 

    Arcade diz, “esta é a terceira solução para a falta de dinheiro, colocando cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhes lucros, um rio de riquezas fluindo constantemente para dentro de suas bolsas.”

    Bom, depois de ter seguido os dois passos anteriores, o dinheiro já terá começado a acumular-se na sua conta, mas isso ainda não é o suficiente, você precisa colocar esse dinheiro para trabalhar e crescer. Dinheiro acumulado pode trazer satisfação e afastar a preocupação, mas isso não passa de um começo, são os frutos que esse dinheiro renderá que os fará construir fortuna. 

    Quarta Solução – Proteja seu tesouro contra a perda

    Não importa o investimento que escolha fazer, saiba que sempre haverá riscos mesmo que mínimo, portanto, o seu papel é averiguar qual é o tamanho desse risco em paralelo ao retorno que o investimento lhe promete. Antes de tudo esqueça a promessa de dinheiro fácil e rápido, pois essas três palavras nunca cabem na mesma frase. Se quiser dinheiro fácil, se prepare para receber pouco. Se quiser dinheiro rápido, se prepare para assumir um alto risco. Mas, se ainda assim quiser dinheiro fácil e rápido só lhe restará o caminho desonesto, então não tem atalho. Se quiser acumular muito dinheiro honestamente, se prepare para ter paciência, assumir riscos e enfrentar várias dificuldades.

    Diariamente milhares de pessoas são fisgadas pelas promessas de ganhos incríveis com esforço a zero, mas como é de se esperar, essas mesmas pessoas sempre terminam endividadas e frustradas. 

    É seu papel estudar a fundo sobre as melhores opções de investimento e se informar com especialistas no assunto, pessoas que já passaram pelo caminho que você quer passar e tiveram êxitos. Arcade diz, “o dinheiro que o homem poupa deve ser guardado com firmeza, do contrário corre o risco de perder-se.” Logo é prudente aprendermos a manusear e proteger pequenos montantes antes que o destino nos confie a gestão de maiores montantes.

    Quinta Solução – Faça do lar um investimento lucrativo

    Assim como acontece hoje em dia, muitas famílias moravam em péssimas condições na Babilónia, as pessoas pagavam uma renda abusiva e em troca recebiam um cantinho onde nem se quer havia espaço para as crianças brincarem ou para as mulheres cultivarem suas plantas. Arcade recomendou aos alunos a fazerem um esforço para terem o próprio lar, mesmo que isso signifique pedir um empréstimo, afirmando que, com isso, eles se sentirão mais orgulhosos e felizes por saberem que empregaram seus esforços em um bem valioso, estável e livre para desfrutarem com suas famílias ao seu belo prazer.

    Apesar do conforto e orgulho que se oferece neste tipo de situação, ao residir em sua própria casa sem precisar se preocupar com a renda e o eminente risco de despejo por falta de pagamento desta, é importante analisar esta questão com muito cuidado, porque financiar uma moradia só para escapar da renda pode ser um grande tiro no pé, na medida em que nem sempre o crédito compensa. As vezes é melhor pagar uma renda e investir mensalmente o que sobrar, do que comprometer o orçamento com um financiamento que levará 30 anos para amortizar. 

    Pense bem antes de sair assumindo uma divida de longo prazo só porque deseja possuir um imóvel. Lembre-se que o imóvel só será seu quando ele estiver totalmente quitado, pois, enquanto estiver pagando as prestações, continua pertencendo ao banco.

    Sexta Solução – Assegure uma renda para o futuro

    Arcade começou esta secção dizendo o seguinte: “a existência de todo o homem vai da infância á velhice. Esse é o caminho da vida e nenhum homem pode desviar-se dele, a menos que os deuses o chamem prematuramente para o mundo do além. Por isso, digo-lhes que cabe a todo homem providenciar uma renda condizente para dias futuros, e providenciar que a família não fique na penúria quando já não puder contar com ele para o seu conforto e sustento.” 

    Ter dinheiro guardado e investido pode ser muito prazeroso enquanto somos jovens, porém, sua maior função é assegurar a fase da velhice. Infelizmente, muitos só conseguem pensar no dia de hoje ou, talvez, no máximo, na semana seguinte. Faça seus próprios investimentos pensando em sua aposentadoria, não queira depender do INSS, pois irá colocar-se em uma situação que o fará ter uma velhice de penúria e escassez, longe do conforto e da liberdade que você sempre sonhou. Arcade finaliza dizendo, “recomendo a todos os homens que, por meios prudentes e bem pensados, se garantam contra uma reserva minguada nos anos de sua maturidade, pois uma carência de fundos para um homem que já não se acha em condições de ganhar dinheiro poderá ser uma tragédia dolorosa.  

    Sétima Solução – Aumente sua capacidade de ganhar

    Você dificilmente terá reservado uma grande quantia no futuro, se o dinheiro que investe hoje for escasso. É facto que pessoas que estão em estado de pobreza alarmante ou que se vê afundadas em dívidas, não conseguem guardar nenhum metical. Então, muitas vezes a solução é aprender como ganhar mais, se já tem uma profissão, você pode buscar aperfeiçoar suas habilidades, seus conhecimentos para que possa aumentar seus resultados e usá-los como justificativa de um aumento de salário ou um cargo mais alto dentro da empresa. Mas, essa não é a única solução, você também pode montar seu próprio negócio na internet, por exemplo, já que a barreira de entrada é muito mais baixa do que um negócio físico.

    E para finalizar é como Arcade diz, “Á medida que um homem aperfeiçoa-se em seu ofício, sua capacidade de ganhar dinheiro também cresce. Quanto mais conhecimentos adquirimos, mais poderemos ganhar. O homem que busca aprender sempre mais sobre sua profissão será ricamente recompensado.” 

    Este artigo foi baseado no clássico livro “O homem Mais Rico da Babilônia”. Se você ainda não o leu, recomendo, pois vai abrir sua mente para uma melhor gestão financeira.Por: David Franco

  • MIHAKAYA-UMA PLATAFORMA DE COMÉRCIO EXCLUSIVA A PRODUCTOS E MARCAS NACIONAIS  

    O Idealizador, Lourenço Ferrão, fala sobres os objetivos e seu funcionamento

    O sector do comércio tem vindo a registar melhorias em termos de inovação de serviços e plataformas de comércio. Entretanto, as tecnologias de informação são os grandes dinamizadores deste processo. Assim sendo, a nível mundial são conhecidas grandes plataformas de negócios, como a “Ali Babá” e a “Amazon”. A partir destas plataformas é possível adquirir qualquer produto em qualquer lugar do mundo. Da mesma forma, nasce a “Mihakaya”, uma plataforma Moçambicana de comércio. 

    A “Mihakaya” é uma marca Moçambicana cujo objecto de actuação são as vendas na plataforma digital de produtos exclusivamente Moçambicanos. Esta iniciativa empreendedora pertence a Lourenço Ferrão, um jovem Moçambicano, nascido na cidade de Maputo, com formação média e com capacitações em matéria Radiofónica.

    O fundador da “Mihakaya” é um comunicador social, com 6 anos de experiência como fazedor de programas radiofónicos, e 9 anos de activismo social na área política pelo Parlamento Juvenil de Moçambique, e neste momento abraçou o empreendedorismo social.

    Assim como tantos miúdos da sua geração, a infância de Lourenço Ferrão foi marcada por brincadeira de pneus, carinhos de arame, papagaios feitos a plástico e caniço. De acordo com Lourenço, nunca foi bom em fazer esses instrumentos com os quais brincava, e sempre era obrigado a recorrer à ajuda dos amigos, o que lhe custava de certa forma um valor monetário. A fonte revelou-nos que os seus primeiros anos de escolaridade foram um desastre, marcados por muita brincadeira, e só veio a ganhar a consciência no ensino secundário.

    Actualmente, Ferrão tornou-se empreendedor criando uma plataforma de negócios, privilegiando a produção “Made In Moz”. À Revista Negócios no Chiveve, a fonte revelou que a “Mihakaya” surge da necessidade de dar resposta a um problema identificado de valorização de produtos produzidos a nível do mercado nacional.  

    Mihakaya surge em virtude de ter-se identificado um problema com os empreendedores Moçambicanos no que tange aos produtos totalmente nacionais, pois estes têm uma vulnerabilidade em colocar os seus produtos no mercado a um nível competitivo com os demais. Assim sendo, o nosso objectivo é incorporar marcas em produtos nacionais, dar um rótulo capaz de acrescentar um valor”, disse Ferrão.

    O empreendedor vai mais fundo ao afirmar que, a plataforma não foi criada apenas para a incorporação de marcas em produtos, mas também para educar a longo prazo o consumidor Moçambicano a apostar em marcas locais. De acordo com o mesmo, ainda existe um certo estigma com os produtos nacionais, e é imperioso que esta problemática seja ultrapassada. 

    A título de exemplo, é notável que existem lojas na praça que encomendam mobílias com os produtores nacionais, aqueles que desenvolvem suas actividades nos seus quintais, e posteriormente colocam uma etiqueta referenciando que a mobília é importada, isso não faz nenhum sentido”, defende o entrevistado. 

    Lourenço Ferrão aponta cada vez mais a desvalorização do trabalho feito pelos nacionais por parte das grandes lojas. Afirma que isso deve-se a alguns factores, tais como a fragilidade dos Moçambicanos na capacidade de impor um preço justo nos seus produtos por falta de assessoria e ausência de uma marca que dê prestígio ao produto referido. 

    A nossa equipe de reportagem soube ainda que a plataforma funcionará como uma mediadora entre o fornecedor e o consumidor. “Um website de vendas online, talvez não diferente do que vemos das plataformas estrangeiras, o nosso diferencial é apostar somente nas marcas locais. Se Moçambique não produz televisores, telefones, simplesmente não vamos comercializar porque não é nossa produção, há quem já faz isso”, defende o jovem empreendedor. 

    O Fundador da “Mihakaya” afirma que, esta é uma plataforma que surge do mercado Moçambicano para responder desafios decorrentes neste mercado. Os consumidores locais devem abraçar esta iniciativa, pois visa auxiliar ao productor uma dinâmica do seu produto no mercado, e proporcionar ao consumidor marcas locais com qualidades competitivas face às outras. A fonte defende que os Moçambicanos não adquirem produtos locais por falta de conhecimento de sua existência, e que quem não se faz sentir no mercado não é visto. 

    A visão central é despertar os fabricantes/produtores de diversos produtos que podem se tornar uma marca valiosa no mercado, livrar-se da fragilidade de encomendas a preços risórios, proporcionando ao consumidor final um produto de cariz (produção e marca) local.”, disse a fonte. 

    Questionado sobre o âmbito da plataforma para que todos os produtores, a nível nacional, tenham acesso fácil a esta, uma vez que a plataforma encontra-se baseada em Maputo, a fonte afirmou que a incorporação desta plataforma será feita de forma faseada para evitar o não cumprimento do real propósito da iniciativa. 

    No tocante as províncias, são locais com muita riqueza em termos de productos, mas estamos a desenhar uma estratégia de ligação com as mesmas. Primeiro, é preciso clarificar que não vendemos um produto que nós próprios não acreditamos, ou seja, a qualidade vai ser fundamental para uma parceria entre Mihakaya e o fornecedor. Se quisermos algo sustentável a longo prazo, vamos ser rigorosos neste aspecto. Nesta primeira fase, estamos a identificar fazedores de diversos produtos nos quais podemos dar o ponto de partida, depois disponibilizaremos meios para os demais produtores que almejem fazer parte desta iniciativa.”, explicou o empreendedor. 

    A Revista Negócios no Chiveve quis saber do idealizador desta plataforma de comércio se teria aceitação a nível nacional. Lourenço Ferrão sustentou a sua base exemplificando com as plataformas de sucesso Internacional, Ali Babá e a Amazon, mas claro, com o diferencial que é “Local Brands”.

    Tenho a certeza de que teremos aceitação, essa é a visão que me alimenta a apostar. A aceitação é algo moroso. A espectativa é tornar Mihakaya uma marca de referência na venda de productos “Made in Mozambique” pelos próximos 5 anos. Esse é o nosso nicho, o nosso diferencial reside aí se comparado com as outras plataformas que operam no mercado nacional”, explanou a fonte. 

    Quando questionado sobre como irá tornar a plataforma conhecida, este afirmou que as redes sociais serão a grande aposta da Mihakaya. Assim sendo, a sua equipe irá esforçar para explorar no máximo o poder das redes sociais nos tempos actuais. “Vamos usar os meios de comunicação disponíveis. Diz-se, devemos gostar de locais onde estão presentes as pessoas, e actualmente não há dúvida que as pessoas estão nas redes sociais”. 

    Segundo o idealizador da plataforma de negócios “Mihakaya”, criar uma marca exclusivamente para produtos nacionais e vender é algo genial, e o mesmo crê que será impactante. “A boa modista não fará apenas uma camisa e vender. A camisa será alimentada por uma “Brand”, e isso fará diferença no valor do produto, porque antes queremos assessorar aos que trabalham com a Mihakaya a incorporar uma marca no referido produto”, afirma Ferrão.

    Segundo o jovem empreendedor, com a Mihakaya, agora existe a vantagem dos clientes terem os produtos em tempos recordes, sem necessidade do processo de transporte e armazenamentos longos, como acontece com os productos importados. 

    A Revista de Negócios no Chiveve questionou sobre como será a transação comercial entre o vendedor e o cliente, e este afirmou que tudo estará sob negociação da Mihakaya. Mas, caso haja necessidade de interação entre o consumidor e o productor directo, haverá sobre medição da Mihakaya. 

    Esse é o nosso negócio, oneroso, pois estamos a prestar um serviço de divulgação e escoamento digital. Visando garantir que o negócio seja sustentável para as partes, o valor a pagar por este serviço será acessível ”, respondeu o empreendedor quando questionado se a publicação de productos por parte dos productores na plataforma é gratuita ou onerosa. 

    Neste momento, segundo o idealizador da iniciativa, já foram identificados alguns tipos de produtos que podem ser encontrados a venda na plataforma. A fonte aponta que o País tem muita potencialidade no sector mobiliário, no sector de cosméticos, no sector têxtil, e demais áreas não ligadas a produção de bens, como a área do turismo.

    É importante destacar que a plataforma Mihakaya vai apostar na mediação do turismo doméstico/comunitário, pois é notório que o baixo nível do fluxo do turismo doméstico não deve-se ao facto da falta de Cultura dos Moçambicanos, tão somente ao facto dos operadores turísticos não incluírem os Moçambicanos na sua Clientela. Desta forma, pretendemos coordenar com os operadores turísticos de modo a criarem pacotes domésticos com preços competitivos”, revelou a fonte. 

    Importa realçar que, a Mihakaya foi fundada pelo Lourenço Ferrão e conta com uma equipa de 3 colaboradores. Esta plataforma está numa fase de desenvolvimento e espera-se que esteja em total funcionamento em curto espaço de tempo, abrindo mais janelas de emprego para o mercado nacional. 

    Porém, ainda no processo de desenvolvimento desta plataforma, o empreendedor aponta alguns desafios enfrentados. Ferrão diz que o aumento significativo dos crimes cibernéticos é um grande desafio que deixa os clientes desconfiados, e está a trabalhar-se no sentido de garantir segurança e credibilidade a plataforma.  

    Os custos de operacionalização são as barreiras no momento. Mas os desafios serão tornar Mihakaya como uma plataforma credível aos olhos dos consumidores, e com esta situação da pandemia os crimes cibernéticos cresceram e há muita desconfiança, mas acreditamos ser uma fase que iremos ultrapassar com sensibilização e divulgação dos resultados do trabalho”, concluiu Lourenço Ferrão. 

    Por: Nádio Taimo/ Maputo-Fevereiro de 2021

  • A CIDADE DA BEIRA REGISTOU EM JANEIRO UMA INFLAÇÃO MENSAL MAIS ALTA NO PAÍS EM 2,09%

    Segundo os dados recolhidos em Janeiro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Cidade da Beira registou uma subida do nível geral de preços a nível nacional, comparativamente ao mês anterior na ordem de 2,09%. O sector Alimentício e de bebidas não alcoólicas tiveram o seu maior destaque, com uma contribuição no total da variação mensal em cerca de 1,85 pontos percentuais (pp) positivos.

    Os dados recolhidos nas Cidades de Maputo, Beira e Nampula, em Janeiro, indicam que o País registou um aumento mensal do nível geral de preços na ordem de 1,18%. Os sectores de alimentação e bebidas não alcoólicas, vestuário e calçado, destacaram-se ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,84 e 0,12 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente.

    No entanto, ao desagregar a variação mensal por produto, destaca-se o aumento do preço do tomate (12,4%), do coco (18,7%), do peixe seco (5,5%), do óleo alimentar (6,1%), de capulanas (3,3%), do arroz em grão (3,8%) e da couve (11,0%). Estes foram responsáveis por cerca de 0,75pp positivos do total da variação mensal. Contudo, alguns produtos com destaque para a cebola (6,4%), a galinha (2,6%), a mandioca fresca (15,6%), o camarão fresco (6,3%), o limão (28,0%), as sandes de fiambre, queijo, ovo, linguiça, mistas e similares (4,7%) e a batata-doce (5,1%), contrariaram a tendência de aumento, ao contribuírem com cerca de 0,16pp negativos. 

    De acordo com o estudo sobre a variação mensal nos três pontos de recolha, que servem de referência para a inflação do país, conclui-se que a Cidade da Beira teve no período em análise uma variação mensal mais elevada (2,09%), seguida da Cidade de Nampula (1,13%) e por fim, a Cidade de Maputo (0,87%). Em relação a variação homóloga, a Cidade de Nampula liderou a tendência de aumento do nível geral de preços com aproximadamente 4,97%, seguida da Cidade da Beira com cerca de 4,70% e por último a Cidade de Maputo com 3,42%.

    Na Cidade da Beira, ao discriminar a variação mensal por produto, destaca-se a subida do preço do tomate (18,2%), da couve (25,6%), do peixe fresco (4,0%), do repolho (21,3%), de capulanas (5,3%), do coco (20,6%) e do óleo alimentar (3,8%), com uma contribuição no total da variação mensal de cerca de 1,74pp positivos.

    Entretanto, alguns produtos, com destaque para as sandes de fiambre, queijo, ovo, linguiça, mistas e similares (13,9%), a cebola (4,0%), o camarão seco (4,1%), o frango (1,4%), os hambúrgueres (1,9%), os sabonetes (1,8%) e os telemóveis (2,3%), contrariaram a tendência geral de subida de preços ao contribuírem conjuntamente com cerca de 0,21 pp negativos.

    Segundo o INE, comparativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 4,70%. Os sectores de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Mobiliários, artigos de decoração, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação destacaram-se ao variarem com cerca de 9,53% e 8,24%, respectivamente.

    Importa realçar que, o Observatório do Meio Rural (OMR) realizou, também, um trabalho de análise de preços de bens alimentares e não alimentares nos principais mercados das cidades de Maputo, Beira e Nampula. O objectivo do trabalho era analisar e acompanhar as flutuações dos preços nestas cidades consideradas para o cálculo da inflação da economia no seu conjunto.

    Entretanto, para a análise dos preços, foi seleccionado um conjunto de produtos que, não só compõem a cesta básica nacional definida pelo Ministério da Saúde, como também, foram considerados bens que fazem parte dos hábitos alimentares nas três regiões, do volume de comercialização e da oferta nos mercados.

    Importa referenciar que, o OMR objectivou a sua análise de preços nos principais mercados das três cidades em análise. Na cidade de Maputo, a recolha de preços ocorreu nos mercados Central, Fajardo, Xiquelene, Zimpeto e Xipamanine. Na Cidade da Beira, os preços foram recolhidos nos mercados Central, Chingussura, Maquinino, Mascarenha e Praia Nova. Em Nampula, os mercados abrangidos foram Central, Matadouro e Waresta. Consideraram-se estes como os principais mercados pela dimensão, localização e distribuição geográfica.

    Neste estudo mensal, apresenta-se somente a evolução dos preços de produtos, tais como farinha de milho, arroz, massa esparguete, amendoim descascado, coco, feijão-nhemba, mandioca, tomate, cebola, batata-reno, repolho, sal, açúcar castanho, óleo alimentar, peixe carapau, frango, ovos, banana e carvão. Os preços foram verificados no primeiro dia (6 de Janeiro) e no último dia de recolha de informação (27 de Janeiro).

    De um modo geral, relativamente ao mês anterior, verifica-se que os preços dos 19 bens analisados apresentaram variações importantes em cada cidade. Nove Produtos tiveram variações superiores a 10% durante o mês. Verifica-se uma tendência de aumento na maior parte dos produtos.

    A média das variações dos 19 bens foi superior na cidade de Maputo. Entre as cidades, observa-se que a cidade de Maputo se destaca pela subida no preço do coco (35%), do sal (29%), e do óleo alimentar (12%). Na Cidade da Beira verifica-se um aumento no preço do repolho (15,8%), do óleo alimentar (14,4%), e redução no preço do tomate (-11,1%).

    Em Nampula constata-se o aumento no preço de produtos, como amendoim e repolho (11%), feijão-nhemba (25%), babata-reno (18%), e óleo alimentar (10%). Registou-se, ainda, uma redução no preço da mandioca (-33%) e do frango (-17%). A maior variação percentual de preço foi registada na cidade de Maputo com 35% para o coco.

    Entretanto, relativamente ao preço médio no mês de Dezembro, somente três produtos mantiveram os preços estáveis nas três cidades em análise, que são o açúcar castanho e peixe carapau, nas cidades de Maputo e Nampula, e carvão nas três cidades.

    De acordo com os cálculos efectuados, na Cidade de Maputo, os bens cujo preço médio registou uma grande subida relativamente ao mês anterior foram, a cebola que aumentou em 21,11 meticais, óleo alimentar em 59,53 meticais e repolho em 16,87 meticais. O que mais baixou foi a batata-reno em 34,72 meticais. Na cidade da Beira, os maiores incrementos no preço médio foram igualmente registados no óleo alimentar em 68,05 meticais e na cebola em 35,00 meticais.

    Em Nampula, a maior redução de preço foi registada na batata-reno em 25,83 meticais, e os maiores aumentos no preço médio foram em produtos como tomate em 28,18 meticais, cebola em 108,17 meticais e açúcar castanho em 55,50 meticais. Ocorreram algumas reduções observadas no preço do peixe carapau em 40,00 meticais, frango em 113,33 meticais, ovos em 71,82 meticais e banana em 26,33 meticais.

    A Cidade de Maputo continua sendo a cidade com maior número de produtos com preços médios mais elevados em produtos importados, como arroz e banana, e os de produção interna, como coco, feijão-nhemba, mandioca, tomate, frango, repolho, e carvão.

    Na cidade da Beira, os produtos com preço médio mais elevados foram os importados, como peixe carapau e a cebola, os de produção interna, como amendoim, e industrializados, como o sal e açúcar castanho. Na cidade de Nampula, os produtos que apresentaram preços médios mais elevados foram, os produtos importados, como a batata-reno, os industrializados, como a farinha de milho, a massa esparguete e o óleo alimentar, e o de produção interna, como ovos.

    De acordo com o ORM, as diferenças nos preços médios dos bens, de modo geral, podem ser justificadas pela proximidade entre os mercados e os locais de origem dos produtos, incluindo a importação. A organização aponta ainda a distância entre as zonas de maior produção e de consumo, a localização e os preços praticados pelas indústria, a possível circulação de informação sobre os preços nos e entre os mercados. E por fim, fala-se ainda da época de colheita, as estruturas de mercado e as funções de grossista e retalhista e da pandemia do COVID-19.

    O estudo aponta ainda que entre os mercados, constata-se que o mercado do Zimpeto, na cidade de Maputo, Maquinino, na Beira, Waresta, na cidade de Nampula, são os que, geralmente, apresentam preços inferiores em relação aos outros mercados. Este facto pode ser justificado pelas características que estes mercados apresentam desde a existência de uma mistura de agentes económicos, grossistas e retalhistas. Nas três cidades, os preços nos mercados centrais são, geralmente, os mais elevados justificando-se pelas razões de localização e tipos de compradores e os preços mais elevados de compra retalhista ao produtor ou ao comerciante grossista.

    Por: Nádio Taimo/Maputo-Fevereiro de 2021

    NB: Este artigo foi baseado nos relatórios mensais do INE e ORM

  • JAMAIS USE SEU SUCESSO PROFISSIONAL COMO JUSTIFICATIVA PARA SEU FRACASSO FAMILIAR

    Você sabia que em média tomamos 35mil decisões por dia? Sim, é realmente um número enorme e assustador, mas a maior parte deste número vem daquelas decisões tão pequenas que por vezes nem nos damos conta que estamos decidindo, como por exemplo, a decisão sobre qual sapato usar, onde colocar o celular, “o que, onde e quando comer”, etc. 

    O problema é que essa quantidade enorme de decisões gera o que é conhecido como “fadiga de decisão” que é o ponto onde a pessoa se torna incapaz de tomar “boas decisões” ou “qualquer decisão”. 

    Mas, além dessas pequenas decisões existem aquelas que podem mudar radicalmente a nossa vida, decisões estas que se não forem tomadas a tempo se transformarão em arrependimento num futuro próximo. É exatamente nessas decisões que este artigo será focado, pois elas são tidas como as mais importantes.

    Para melhor debruçar-se do assunto, nada melhor que ouvir em primeira mão, de alguém com experiência neste tipo de caso. Bronnie Ware é uma mulher que trabalhou como enfermeira em cuidados paliativos, ou seja, cuidava de pacientes que estavam em seus últimos dias de vida. Durante a sua jornada de trabalho, ouvia muitas histórias, na sua maioria sobre arrependimentos. Você terá a oportunidade de conhecer algumas dessas histórias para que possa chegar no fim da linha de sua vida com um sorriso no rosto dizendo “eu faria tudo de novo”.

    1º – Ter vivido a vida com base nas expectativas dos outros

    Nas palavras da Bronnie Ware, “este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida está por um fio, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem a metade dos seus sonhos e muitas tende a morrer sabendo que a causa de tudo isso foi alguma ou não decisão que deveria ter tomado. É incrível como a saúde nos traz uma liberdade até não termos mais.”

    Pense em quantas vezes você deixou de fazer alguma coisa importante, simplesmente para agradar aos outros. Isso é comum, afinal todos queremos agradar as pessoas mais importantes para nós, decerto que em algumas delas você tem a sorte de ser retribuído pelo favor prestado, mas a maioria não, e são nesses momentos que você precisa respeitar os seus princípios e suas ambições.

    Tomar uma grande decisão, como fazer o curso de medicina, por exemplo, porque é o sonho da sua avó ou mãe, vai custar-te “muito caro”, tanto ao nível financeiro como emocional. Se você é um adulto, não precisa de permissão de ninguém para tomar as suas próprias decisões e seguir aquilo que te faz feliz. É claro, seja grato quando houver apoio, mas seja determinado para assumir as suas decisões quando todos não concordarem e, principalmente, seja corajoso para assumir os riscos, pois, na realidade, o maior risco que você não deseja ter é se ver no fim da vida deitado numa maca se lamentando por todas as coisas que não fez, por receio ou medo do que os outros achariam. 

    2º – Ter trabalho de mais

    Nas palavras da Bronnie Ware, “todos os pacientes, do sexo masculino, sentiam falta do que não tiveram, um momento ímpar com as suas esposas e filhos. Quanto as mulheres, pouco se ouvia sobre este arrependimento, pois a maioria delas era de uma geração mais antiga em que o empoderamento da mulher não se fazia sentir. Todos os homens com quem conversei se arrependeram de ter passado tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

    Esta é uma situação muito delicada, pois as pessoas partilham a opinião de que o sucesso profissional advém do abandono da família, ou seja, para ter sucesso profissional é necessário praticamente abandonar a família, mas isso não é verdade, é possível dar conta dos dois. 

    Alguém pode dizer, “mas eu trabalho em 2 empregos, não tem como conciliar as duas coisas”. Neste tipo de situação, a melhor solução não é ter dois empregos, mas sim, se esforçar para conseguir um que te remunere bem e dentro do horário normal de trabalho. De certa forma que, em um dado momento, será necessário sacrificar algum tempo com a família, mas isso é de caracter provisório.

    Além disso, a qualidade do tempo com a família vale mais do que só quantidade. Na sua maioria, as pessoas que reclamavam de trabalho demasiado é porque não tomaram a decisão certa, e acabaram inclusos em um tipo de trabalho indesejado, ou então, foi apenas uma má gestão do tempo. Independentemente de qual for o motivo, jamais use seu sucesso profissional como justificativa para seu fracasso familiar.

    3º – Ter deixado de expressar seus sentimentos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos para ficar em paz com os outros, como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser, e muitas desenvolveram doenças relacionadas a amargura e ao ressentimento que carregavam.”

    Vivemos numa sociedade dominada pelo ego, as pessoas não querem expressar seus sentimentos por medo de serem interpretadas como pessoas frágeis, e por via disso, desde cedo, usam uma máscara para esconder o que realmente sentem e quem realmente são. Este tipo de pessoa nunca consegue se conectar profundamente com alguém. Elas preferem viver a vida com relacionamentos superficiais, pois, dessa forma, existem menos chances de se machucar emocionalmente.

    O problema é que por medo de assumir o risco, de expressar os seus sentimentos e se machucar, você corre o risco de ter uma vida superficial e nem se quer fazer falta quando for embora desse mundo, e pior ainda, você corre o risco de perceber que uma pessoa que você tanto ama partiu sem que você tenha demonstrado todo o seu amor e afecto por ela. 

    Como por exemplo, podemos aprender do filme “A culpa é das estrelas” através do elogio fúnebre do Augustus Water á Hazel Grace Lancaster onde ele diz, “a questão é que nós todos queremos ser lembrados, mas a Hazel é diferente, a Hazel sabe qual é a verdade, ela não queria um milhão de admiradores, só queria um e ela conseguiu, talvez não tenha sido amada por muitos mas foi amada profundamente e isso é mais do que a maioria de nós consegue.” 

    Então, é nessa perspetiva que muitos de nós acabamos ficando frustrados no final da nossa vida, porque queremos ter vários admiradores e não expressamos os nossos sentimentos. Infelizmente, isso é mais comum nos tempos actuais, pois, nem aos nossos pais conseguimos olhar dentro dos olhos e dizer um sincero “Eu te amo”. 

    4º – Ter perdido contacto com amigos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem às suas últimas semanas de vida. Nem sempre era possível rastrear essas pessoas, muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos, e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforços as amizades.” 

    Todo mundo sente falta dos amigos quando esta morrendo. Quando entramos numa rotina corrida de trabalho e obrigações pessoais, a primeira coisa que é deixada de lado são as amizades, e se não tomarmos cuidado, aquelas pessoas que foram tão importantes em nossas vidas e que nos fizeram experimentar momentos inesquecíveis vão se afastando cada vez mais, até ao ponto de duvidares se vocês ainda são amigos. Isso é muito triste! 

    No final das contas, o que mais importa nessa vida são as pessoas, principalmente pelo facto delas serem passageiras assim como você. 

    5º – Não se ter permitido ser mais feliz

    Nas palavras da Bronnie Ware, “esse é um arrependimento surpreendentemente comum, muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é uma escolha, as pessoas ficam presas a antigos hábitos e padrões. O famoso conforto das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que elas fingissem para os outros e para si mesmo que estavam contentes, quando no fundo ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”

    Acredito que este ponto resume todos os outros. Tenha coragem de fazer aquilo que você deseja, de ser quem realmente você é e de expressar seus sentimentos para as pessoas que você mais ama, se existe alguma fórmula para a felicidade, essas coisas com certeza fazem parte dos ingredientes.

    Salientar que este artigo foi baseado no livro da Bronnie Ware, denominado “Antes de partir: os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”. 

    E a questão que deixo para você que está lendo este artigo é a seguinte: 

    QUE TIPO DE DECISÃO (OU NÃO) TENS TOMADO PARA A SUA VIDA?

    Por: David Franco

  • EX mendigo com Deficiência Física vira empreendedor na Cidade da Beira

    Por mais de uma década, Fanuel Josias Nhassengo de 49 anos de Idade, natural de Inhambane e residente na Beira desde a década 90,foi mendigo e andava de loja em loja pedindo esmola na cidade da beira para sustentar a sua família, por muito tempo na companhia da sua esposa Nhassengo, teve a famosa ponte dos cegos como o local do seu ganha-pão, pois era o local onde o casal si instalava estendendo as mãos pedindo algumas moedas para a posterior levar um plástico com alguns copos de farinha de milho, peixe seco e um plastiquinho de óleo de cozinha para a única refeição do dia (Jantar). Depois de um dia sentado naquela ponte pedindo esmola ou ate mesmo depois de uma maratona de pedidos em vários estabelecimentos comerciais da cidade.

    COMO FOI POSSIVEL ULTRAPASSAR ESTE MOMENTO?

    Fanuel Nhassengo, disse a nossa revista que cansado das humilhações que passava quando fazia os pedidos de loja em loja, ou nas esquinas da cidade, resolveu contactar uma agremiação denominada, ADEMO — ASSOCIACAO DOS DEFICIENTES DE MOCAMBIQUE, uma agremiação que tem prestado apoio a pessoa com deficiência, e dai lhe foi encaminhado a um centro de formação técnico profissional, onde foi formado em corte e costura, hoje Fanuel e um dos mais requisitados costureiros do Bairro da manga na cidade da Beira, onde chega a receber clientes que chegam a percorrer cerca de 30km a procura dos seus serviços.

    Fanuel nhassengo, disse ter tentando por varias vezes procurar emprego mesmo antes de ser empreendedor, mais a porta foi lhe fechada na cara, tudo por conta da sua deficiência, mostrando claramente descriminação por este extrato social que tem enfrentado muitas dificuldades para encontrar emprego por conta do seu estado físico.

    Hoje como costureiro, Fanuel já não precisa de sair a rua para pedir esmola, porque com o trabalho que faz consegue poupar algum dinheiro para sustento do seu agregado familiar que é composto por oito pessoas, dentre eles três são seus filhos biológicos e os restantes crianças órfãs que perderam os seus pais e que hoje ele dá-lhes toda a educação possível, e através da sua máquina de costurar que hoje Fanuel tem filhos já formados, alguns já empregados e outros ainda a busca de emprego.

    O nosso entrevistado disse que com a pandemia a si fazer sentir no pais e a nossa cidade a não espera disso, o numero da clientela reduziu e em algum momento complicou um bocado o exercício normal da sua atividade visto que na maioria os que mais procuravam pelos seus serviços eram estudantes de vários estabelecimentos de ensino para a produção de uniformes, mais e um momento que esta sendo ultrapassado com a retoma das aulas.

    Qual e o grande sonho do senhor Fanuel na sua área de trabalho?

    Eu tenho como grande desejo alargar ainda mais os serviços, com aquisição de dez maquinas de costurar, só assim poderei criar mais postos de emprego, colocando mais pessoas a trabalharem, sobretudo os mais vulneráveis porque eu seu o que significa passar por dificuldades, e eu continuo a trabalhar quem sabe um dia eu consiga ter este numero de maquinas que preciso e tornar a minha alfaiataria ainda maior, disse Fanuel.

    Nos dias que correm, que tipo de ajuda tem dadas as pessoas vulneráveis?

    A única ajuda que tenho dado é formar as pessoas que queiram aprender costurar, tenho tirado um tempinho para formar as pessoas em corte e costura, esta formação eu dou as pessoas com dificuldades financeiras ou mais vulneráveis, com destaque para pessoas com deficiência, para que elas saibam fazer alguma coisa e que um dia consigam também ter a sua propiá alfaiataria, tal como hoje eu tenho depois de ter levado muita chapada da vida, frisou.

    Fanuel Nhassengo disse ainda que tem estado a dar estagio para alguns deficientes auditivos formados em corte e costura em alguns centros de formação técnico profissional nas cidades da Beira e Dondo, e isto tem feito com muito prazer porque sente-se orgulhoso por ver algumas pessoas hoje nos seus postos de trabalho uma vez que passaram por suas mãos, não há maior satisfação possível, acrescentou.

    Quem são as pessoas que procuram pelos seus serviços?

    São pessoas de vários os extratos sociais, pessoas que precisam de produzir roupas para o seu dia-a-dia, e tenho sido requisitado com muita frequência por alguns institutos de saúde para a produção de traz para o estágio dos estudantes.

    A nossa fonte disse que si no caso houver alguma linha de financiamento para expandir ainda mais o seu negocio seria muito bom, uma vez que tem estado a crescer o nível de procura e em termos de resposta acaba sendo fraco tendo em conta que precisa de ter mais pessoas a trabalhar, e para si ter mais pessoas e preciso de ter mais maquinas e este e o grande desafio.

    No fim da nossa entrevista o nosso entrevistado, apelou a todas as pessoas com deficiência a não si sentirem limitados em correr atras dos seus sonhos por conta da sua deficiência preciso ultrapassar todas as barreiras de preconceito e mostrar que e possível ser um empreendedor de sucesso mesmo sendo deficiente, hoje aquele deficiente que vivia de pedidos, tem o seu próprio negócio e da oportunidade a quem dela precisa, disse, Fanuel Nhapossa com um sorriso de quem superou na vida.

  • COVID-19 PODE ARRUINAR A PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DAS MPMES NO CRESCIMENTO ECONÓMICO 

    Em Moçambique existem 42.884 empresas, das quais 95% são classificadas como Pequenas e Médias Empresas (PMEs) investidas por empresários locais (CEMPRE, 2016). A importância das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) é reconhecida pelo seu papel fundamental na redução da pobreza através da criação de novos postos de trabalho e geração de renda à população. 

    Reconhecendo este papel dinamizador do crescimento económico e sua influência na melhoria das condições dos índices de pobreza e desigualdade, o Governo de Moçambique desenhou uma estratégia para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas em moçambique” e criou o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) através do Decreto nº 47/2008, de 3 de Dezembro, como entidade pública que tem por missão incentivar a implantação, a consolidação e o desenvolvimento de empreendimentos de pequeno porte em Moçambique. Portanto, o objetivo central deste, e não só, é a revitalização do sector das MPMEs.

    A COVID-19 vem estender a lista dos desafios que estas empresas enfrentam para se manterem no mercado. A redução da demanda imposta pelas medidas administrativas decretadas no âmbito do Estado de Emergência, como forma de evitar a propagação do coronavírus deixaram grande parte das empresas numa situação difícil. A questão de sobrevivência destas é posta em causa. 

    Não se sabe quantas empresas irão encerrar as suas portas ou quantas se manterão resilientes, o certo é que já há relatório de redução de muitos postos de trabalhos, elevando consequentemente os índices de pobreza, devido a situação da Covid-19. Portanto, a dificuldade de tesouraria para fazer face às despesas de curto prazo colocam em risco a sobrevivência e a garantia de emprego para assegurar o mínimo de rendimento à população dependente das MPMEs. 

    A pequena contribuição das MPMEs para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 28% e estas geram cerca de 42% do emprego formal. Por aqui se percebe a grande importância que estas tem/podem ter na contribuição nacional e na geração da renda dos trabalhadores. Portanto, se é verdade que uma das formas de combater a pobreza é pela via da criação dos postos de trabalho então a promoção do crescimento económico e da manutenção das MPMES deve ser uma das prioridades da estratégia de desenvolvimento nacional.

    A Estratégia de Desenvolvimento Nacional (2015-2035) destaca a importância das PMEs no desenvolvimento nacional. Não obstante este reconhecimento da importância que as MPMEs desempenham na economia, elas se deparam com uma série de desafios no decurso de suas atividades. Constituem principais desafios para o desenvolvimento do sector privado: acesso ao financiamento, a desburocratização administrativa, o desenvolvimento de infraestruturas de suporte à produção, a capacitação e acompanhamento das PME´s e a formação orientada para o mercado. 

    O empresário deve ter um alicerce forte ou dificilmente alcançará o sucesso. Daí que o autofinanciamento conduz a continuidade em muitos dos negócios. As MPMEs consideram que as condições para acesso ao crédito bancário são desfavoráveis devido aos critérios de elegibilidade exigentes, processos morosos e com custos associados, taxas de juros elevadas e exigências de garantias reais. O mais recente relatório do Doing Business em Moçambique vem atestar esta afirmação, ao destacar o acesso ao financiamento e a eletricidade como sendo os fatores mais importantes para o ambiente de negócio (Banco Mundial, 2019). 

    Portanto, há uma série de fatores que emperram o crescimento, a sobrevivência e o desenvolvimento das MPMES, acresce a estes, a fraca remuneração. Moçambique possui os piores salários mínimos na região da África Austral. 

    Actualmente, num contexto que começa a ser bastante conturbado, os impactos negativos da COVID-19 acrescem a lista de fatores que abrandam o crescimento e a sobrevivência das PME. As MPMES estão confrontadas com uma situação de receitas zero, o que lhes confere problemas de tesouraria. Nalguns sectores, falta de disponibilidade financeira para fazer face as despesas de salários e despesas correntes, uma vez que a atividade comercial está exígua ou é inexistente. É mesmo caso para afirmar que a “COVID-19 coloca em risco a sobrevivência das MPMEs”. A CTA (2020) estima que o impacto da COVID-19 no sector empresarial poderá registar perdas entre USD 234 milhões e USD 375 milhões. 

    As grandes empresas têm vantagens materiais para gerar e adaptar inovações devido à sua maior capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Já as PMEs tem vantagens comportamentais relacionadas à sua flexibilidade e a capacidade de adaptação a mudanças no mercado. 

    As MPMEs dificilmente conseguem inovar neste momento. São de pouco capital intensivo e usam na maior parte das vezes, uma folha de Microsoft Excel para controlar o seu fluxo de caixa ou organizar as contas. A questão é mesmo a eficiência produtiva ou a redução dos custos variáveis. Considerando que estas duas situações somente irão acontecer se houver algum tipo de inovação. 

    No dia 01 de Julho de 2020, o Banco Nacional de Investimento procedeu ao lançamento de linhas de crédito especiais como uma das medidas de mitigação dos impactos da COVID-19. Trata-se de duas linhas, nomeadamente: (i) “Linha de Crédito Gov COVID 19 do governo, no valor de mil milhões de meticais financiados por fundos do Estado, e (ii) a “Linha de Crédito BNI COVID 19 do BNI, no valor de 600 milhões de meticais, financiada por fundos do Instituto Nacional de Segurança Social. 

    É uma iniciativa que sem dúvida alguma poderá mitigar os impactos negativos (a uma minoria) que começam a verificar-se no seio das PME´s. Porém, mesmo nesta condição o empresário só adere se o compensar. Daí a necessidade de se garantirem condições de acessibilidade do dinheiro a custos de aquisição baixo. Particularmente para aqueles que sofreram profundamente e duplamente com os ciclones Keneth e Idai. Estes recursos financeiros para financiar investimentos de médio prazo, vem para financiar a tesouraria das MPEMs, permitir o pagamento de despesas de curto prazo e garantir a manutenção dos postos de trabalho existentes. Naturalmente que estes recursos, deverão permitir a curto e a médio prazo que estas empresas recuperem a sua força financeira e retomem o seu caminho da sustentabilidade, e dinamizem novamente o crescimento da economia. Se assim for os impactos económicos e sociais podem ser minimizados.

  • ATAQUES ARMADOS EM CABO DELGADO AFECTARAM 410 EMPRESAS E 56 POSTOS DE TRABALHO

    A Cofederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA afirma que tem vindo a desdobrar-se em busca de soluções para minimizar o impacto da situação dos ataques terroristas que afectam as empresas em Cabo Delgado e em Palma, em particular. Neste trabalho, a agremiação empresarial manteve este mês, encontros separados com a Total e o Embaixador da França em Moçambique, sobre a situação empresarial em Cabo Delgado, resultante dos ataques terroristas. 

    Entretanto, da análise preliminar do impacto dos ataques terroristas no funcionamento das empresas aponta para cerca de 410 empresas e cerca de 56 mil postos de trabalho afectados, e um impacto financeiro preliminar de cerca de 95 milhões de USD que inclui destruições, atrasos de pagamentos e mercadorias em trânsito sem certeza da entrega. 

    Porem, o Distrito de Mocímboa da Praia figura como o mais afectado, com cerca de 40% de empresas abrangidas e 23% dos postos de trabalho perdidos. Decorrente dos ataques terroristas, a Cofederação das Associações Económicas de Moçambique-CTA apresentou as preocupações do sector privado à TOTAL e ao Embaixador da França Dentre várias questões, onde foi destacado o assunto do atraso nos pagamentos que se está tornando num pesadelo para o sector privado. 

    A TOTAL informou-nos estar a trabalhar arduamente para encontrar soluções para os contratos em curso, através das contratadas. Reiterou que a TOTAL não tem pagamentos atrasados aos contratados. Assim, a CTA acordou com a TOTAL em criar uma task force conjunta para mapear os pagamentos pendentes e cujas mercadorias tinham sido ordenadas pelas contratadas, facilitar, contrato-a-contrato, o cumprimento das obrigações com as PMEs moçambicanas”, avança a CTA.

    Ainda nesta onda, Cofederação das Associações Económicas de Moçambique avançou ao mercado que a partir de 21 de Abril, iria fazer circular uma planilha de recolha de informações e solicita que todas as empresas com pagamentos pendentes possam inscrever e, a partir daí, a task force irá tratar do assunto, rapidamente. Nos encontros, foi também preocupação da CTA obter da TOTAL clareza quanto às mercadorias em trânsito e em armazém por ser entregues.

    A Revista de Negócios soube que, a CTA junto do Governo e da Total, está a fazer o esforço necessário para minimizar essa questão mais rápido possível, havendo da Total garantias de que esta situação está sendo acautelada. A TOTAL, na qualidade de líder do consórcio empresarial que opera em Cabo Delgado, partilhou a informação na altura que estava preocupada com a questão das consequências destes ataques e com o funcionamento de outras instituições, como é o caso da EDM, TDM, bancos e outras entidades, como forma de assegurar a prossecução do projecto. 

    A CTA avançou na altura que, sobre as Ilhas Mayotte, tanto o Embaixador como a TOTAL referiram que não a têm como opção para o projecto de LNG mas, apenas para instalação de serviços hospitalares, para evacuação dos seus quadros em casos de doença, uma vez que Palma não tem licença internacional.

    Na mesma reunião pudemos concluir que todas as evacuações dos locais dos ataques foram efectuadas em segurança e em tempo útil, incluindo de civis. Na actualidade a TOTAL confirma que os aspectos de segurança estão a ser devidamente acautelados pelo Governo, o que garante segurança no seu acampamento e nas suas operações. Decorre desta constatação o facto de a Total ter decidido manter os equipamentos no site, como sinal de que não pretende transferir-se para outros pontos, como Ilhas Mariott, bem como terminar o projecto”, teria avançado a organização empresarial. 

    Entretanto, devido a questões de segurança em toda a região, as actividades estão suspensas. A A CTA guardava, igualmente, que as condições de segurança no terreno fossem restabelecidas o mais rápido pelo Governo. “Com o Embaixador da França concluímos que as relações bilaterais com Moçambique continuam muito boas, o que prova pelo contínuo interesse de prosseguir com os seus investimentos em Moçambique”, disse a organização. 

     Entretanto na altura, o Embaixador reconheceu que este é o maior investimento em África e também da Total, tendo assegurado o seu interesse de manter estes investimentos em Moçambique. O Embaixador aproveitou informar que está em curso a preparação de um fórum internacional de investimentos França – África, à margem do qual se irá realizar o fórum de negócios bilateral entre França e Moçambique, no próximo mês de Maio.

     A CTA apelava ainda à calma de toda a classe empresarial e a pautar por uma conduta que a distancie de toda e qualquer especulação sobre a questão dos investimentos em Cabo Delgado. Adicionalmente, apelamos a todos que se sintam lesados a disponibilizarem toda a informação necessária, através do inquérito, de modo a ajudar as partes responsáveis a lidar com a situação.

    Entretanto, esta semana, a multinacional francesa Total declarou “força maior” por conta da situação de insegurança que se vive em Cabo Delgado, que se agudizou com ataque do dia 24 de Março, nas proximidades das suas instalações. “Esta situação leva a Total, enquanto operadora do Projecto Mozambique LNG, a declarar força maior”, lê-se num comunicado distribuído na manhã desta segunda-feira.

    A Total diz ainda que está solidária para com o Governo e o povo moçambicano e “deseja que as acções levadas a cabo pelo Governo de Moçambique e os seus parceiros regionais e internacionais permitam o restabelecimento da segurança e da estabilidade na Província de Cabo Delgado de forma sustentada”.

    Importa realçar que, em princípio geral, o “motivo de força maior” dá a Total o direito de tomar um conjunto de medidas para defender os seus interesses, que incluem não cumprimento de determinadas cláusulas contratuais. Aliás, a Total já começou a rescindir contratos com fornecedores com fundamento em “força maior”.

  • DO BAIRRO CENTRAL PARA O MUNDO

    Dário Camal fala do seu percurso associativo e influência para mudanças a nível internacional

    A vontade de fazer alguma coisa pelo bem-estar dos outos em momentos difíceis, e transformar vidas, é uma tarefa nobre. Foi desta necessidade de ajudar aos outros que, o nosso entrevistado do mês, começou a trilhar seus passos em um mundo associativo e, actualmente é um Jovem de tamanha influência politica e social a nível nacional e internacional. Dário Abdula Camal é a nossa figura em destaque, e nesta entrevista fala do seu envolvimento em movimentos socias, contributo, sonhos e ambições, e de estratégia de desenvolvimento socioeconómico do país.

    Dário Camal nasceu no bairro Central na Capital do país, Moçambique, e actualmente é jovem Pan Africanista, membro do primeiro e histórico Conselho da Juventude da Comissão da União Africana e enviado especial para juventude Africana apontado pelo Presidente da Comissão Da União Africana para um mandato de 2 anos.

    Entretanto, Camal tornou-se no mais jovem Diplomata da história da comissão da União Africana nos órgãos de decisão (Gabinete do presidente da comissão da UA), servindo e advogando os interesses da juventude Africana (Carta Africana e Agenda 2063).

    O mesmo faz parte de diversas plataformas internacionais importantes, como a Comissão Africana para o Desenvolvimento da juventude (AYDEC) aonde é Secretário-geral Continental e Representante de Moçambique, foi ainda apontado pela realeza britânica para um mandato de 2 anos como presidente do Comité no Conselho da Juventude da Commonwealth (CYC), plataforma que engloba 1.3 bilhão de jovens. 

    O percurso do entrevistado da Revista de Negócios é longo, a fonte é ainda membro representante de Moçambique no Fórum da Cooperação da Juventude Islâmica em Istambul na Turquia (ICYF), membro da direção do fórum da Juventude Afro-árabe em Kartum no Sudão, antigo presidente e primeiro africano presidente da ISA (International Students Association Worldwide) de 2017-2020), maior plataforma de jovens académicos do mundo), é também representante de Africa na Agência Juventude dos BRICS para Energia (Oil and Gas).

    A Revista de Negócios, o entrevistado revelou que iniciou a sua carreira como activista social em 2006 quando o Paiol de Malhazine explodiu. A fonte diz que na altura acompanhou a explosão a partir da cidade, onde encontrava-se a trabalhar, e que não imaginava a gravidade da situação ate acompanhar os estragos pela televisão. Dai que depois de ver os estragos, Dário Camal juntou-se a alguns amigos seus para criar uma corrente de ajuda as vítimas. 

    Quando cheguei a casa e vi na televisão senti que tínhamos de fazer alguma coisa, aqui foi chocante. Felizmente tinha amigos que pensavam como eu, que não eramos só amigos da juventude, e pensamos em fazer alguma coisa. Então foi por ai que ganhei aquela paixão porque nós nos unimos para mudar vida e ajudar pessoas. Recolhemos comida e outros produtos básicos porque muitas das vítimas que haviam sido afectadas estavam em casa, e as próprias casas outras estavam destruídas. Daquele movimento de amigos que para nós também era um divertimento comecei a ganhar aquela paixão e dai nunca mais parei”, revelou a fonte. 

    Soube a nossa equipe de reportagem que, as actividades socias desenvolvidas por Dario Camal foram aumentando e abrangido outos beneficiários a nível nacional e internacional. A fonte conta-nos que tem desenvolvido as mesmas actividades a nível internacional em países como Etíopa, Cera-leoa, Djibuti, Rússia e Estados Unidos da América, entre outros pelo mundo fora.

    Recuando mais um pouco para o início antes de viajar pelo mundo, o entrevistado conta que, a UNICEF e Cruz Vermelha formaram os primeiros movimentos mais organizados em que o mesmo fez parte como activista voluntário em 2007. No ano seguinte, o mesmo juntou a Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Dário avançou que a educação que teve em casa o ajudou bastante a ser que é hoje, este diz que os seus avos foram sua grande inspiração devido a sua forma de ser, carácter e personalidade de querer sempre ajudar os outros.

    Os meus avos eram pessoas que estavam sempre dispostas a ajudar mesmo que fosse para sacrificar um pouco o deles. E eu cresci sempre a ver sempre estas acções de pessoas solidarias, de pessoas que se importavam e queriam o bem dos outros. Então esses gestos de meus avos eram bons e demostravam que a gente poderia ser grande, as vezes não precisamos de ganhar sempre dinheiro. As vezes nem precisamos de fazer coisas muito grandes, coisas pequenas, pequenos gestos como ajudar seu vizinho entre outras coisas, saber compartilhar”, disse a fonte.

    Além de casa, a fonte revela que aprendeu a compartilhar também na escola onde estudava. “Ate na escola cresci a ver pessoas que sempre ajudavam-se, e que queriam mais dar um pouco. Algumas delas que financeiramente eram superior aos outros mas que não se sentia isso quando nos sentávamos a mesa. Havia harmonia e equilíbrio total, e na minha família sempre foi assim também. Sempre vivemos em um espirito de união e, isso fez toda diferença e marca uma toda diferença em uma história de vida”, realçou o entrevistado. 

    Actualmente, Dário Camal tornou-se um líder juvenil de sucesso a nível nacional e internacional naquilo que faz. Este segredou-nos que o segredo do sucesso reside na resiliência, no foco e na determinação no trabalho. A fonte defende que é preciso ter bastante foco e crença naquilo que fazemos para alcançar bons resultados desejados.  

    Sucesso é relativo. Para mim sucesso é ver os outros bem e felizes, a prosperam ou ver os outros a trilharem seu caminho, a evoluírem. Ajudar ao próximo sem olha a quem, isso para mim é sucesso. Eu trilhei esse caminho porque quero deixar um legado, quero transformar vidas. Quero deixar meu contributo, no final quero que as pessoas se lembrem de mim por tudo que tentei fazer para ajudar a humanidade, em factores sectores de actuação”, disse Dário. 

    O mesmo vai longe explicando que, espera que o mundo se lembre dele como alguém que batalho bastante para o bem-estar dos outros. “Eu não vim de uma família rica ou bastarda, tive uma infância extremamente normal como uma criança normal do bairro central. Cresci lá perto do ponto final e de lá para o mundo, e para mim sucesso não tem muito a ver comigo mas com aquilo que conseguimos incutir nas pessoas. Na quantidade que se inspira em nós, a quantidade de pessoas que seguem aquilo que dizemos. Dário não é uma pessoa perfeita, tem falhas, mas é uma pessoa batalhadora, sonhadora e que acredita”, acrescentou. 

    A fonte afirma ainda que para aqueles que buscam realizar-se, não basta apenas sonhar. E que só sonhar é um manifestamente curto e insuficiente para aquilo que queremos fazer. O mesmo defende ainda que, deve-se fazer mais do que se sonha, deve-se batalhar e seguir os sonhos e que não há outra forma de ganhar na vida a não ser essa. 

    Eu tento fazer o que é possível fazer dentro de uma sociedade, no contexto onde vive e em circunstâncias que vive. E a melhor coisa a se fazer é batalhar sempre, e tentar honrar os meus avos. Penso muitas vezes neles, e naquilo que fariam ou me diriam para fazer. Tento sempre buscar entre a razão, o que é certo, o que é errado, tento sempre buscar esse equilíbrio mental”, disse.    

    Entretanto, actualmente o nosso entrevistado faz parte de grandes organizações nacionais e internacionais. A Revista de Negócios quis saber deste o nível de contributo destas organizações no desenvolvimento de Moçambique. Apesar do país ainda não estar a aproveitar como deve ser as oportunidades, a fonte diz que os ganhos são enormes e já começa-se a ver mudanças significativas em termos de influência politica e socioeconómica. 

    Muitas destas organizações tem poder e uma capacidade financeira que deve ser diplomaticamente muito bem explorada e estruturada. Organizações como União Africana por exemplo podem ter um papel de relevo na situação actual de Cabo Delgado. Organizações como a SADC, onde também sou líder agora, podem ter um papel muito relevante sobre o a situação socioeconómica e juvenil, mesmo em nível de empregabilidade a nível da região”, explica a fonte.   

    Entretanto, Dário Camal diz ainda que este contributo só é possível se o governo tiver um interesse ou preparado para fazer essa conexão. Defendendo que é preciso fazer um acompanhamento porque quanto mais essas organizações são, mais burocráticas são. 

    Mas a uma vantagem e é muito bom fazer parte. Primeiro porque é a nossa imagem e bandeira que esta lá, segundo nós temos que levar a imagem positiva do nosso país para esses lugares. E depois, obviamente que politicamente, manter um poder de influência para se decidir em nosso favor. Cada país que vai lá representa um pouco da juventude da sua Nação, e apesar de termos algumas dessas organizações connosco, acho que ainda falta um nível de maior interação porque há muitos ganhos em termos de conhecimento, abertura de oportunidades para a juventude”, disse a fonte.     

    Camal diz ainda que Moçambique ainda “é um país que se comporta como ilha” e isolado daquilo que pode ser o foco dessas organizações. Por outro lado, a fonte diz é um orgulho para essas organizações ter lá um moçambicano devido ao seu nível de influência dentro delas.

     “Quando vês jovens de outros países, por exemplo como Canadá a entrar em contacto com um moçambicano dentro da organização, consegues ver o nível de influência que esse moçambicano tem. E isso enche-me de orgulho e de prudência porque é um momento de fazermos o nosso lobby para influenciar aquilo que queremos a nosso favor como nação, não descorando as relações diplomáticas, a agenda colectiva internacional e os compromissos que a juventude tem dentro dessas organizações”, explica o jovem.   

    Ainda na onda do contributo destas organizações sociais para o país, a fonte mencionou que na União Africana, um dos contributos é a “Carta da Juventude africana”, este que é o maior instrumento jurídico da história da juventude africana. De acordo com o entrevistado, se este instrumento for bem explorado obrigara o governo a criar políticas especificas para a juventude, pois o governo moçambicano assinou e ratificou esta carta. 

    Este documento têm poder, e a nossa missão é levar o mesmo para o conhecimento dos jovens para que eles saibam quais seus direitos e deveres. Isso é só mais um de tantos exemplos das organizações que faço parte, e qual real poder que elas tem sobre nós. Não é só o poder socioeconómico, é também político e diplomático e, mesmo de cooperação e expansão daquilo que é a marca Moçambique enquanto nação”, acrescentou a fonte.  

    Em termos de aproveitamento das oportunidades como Nação, Dário Camal afirma que não estão sendo exploradas como dever ser. “Se olharmos como moçambicanos, na minha pessoa em termos de representatividade, digamos que há um bom aproveitamento”, conta a fonte. 

    O mesmo vai mais além explicando que, “Se forem a visitar o meu website na parte de oportunidades irão perceber que muitas das oportunidades tenho sempre partilhado. Tenho estado a colocar muitos jovens em programas de treinamento a nível internacional, onde os jovens líderes nacionais vão se juntar a outros líderes. Já estou a fazer isso com nosso próprio auto financiamento, e isso é bonito porque é a juventude a fazer as coisas acontecerem”, disse.

    A fonte aponta ainda a situação de Cabo Delgado, onde diz que denunciou-se a nível internacional, e que a juventude fez o seu trabalho a nível internacional para esta situação. Actualmente, a juventude continua dando seu contributo, buscando parceiros que ajudem a encontrar soluções sem violar o poder enquanto país. 

    E isso é importante para nós porque Moçambique é um país independente mas não pode se comportar como uma Ilha, nós precisamos uns aos outros em nível de cooperação, há muitos ganhos que podemos tirar de outros países e há ganhos que outros podem tirar connosco. Mas falta uma maior colaboração ou interação entre o próprio governo de Moçambique relativamente a isso, e a forma como nós olhamos de verdade a juventude, não marginalizando a juventude”, disse Camal.  

    A Revista de Negócios, o entrevistado deixou ficar um conselho aos jovens moçambicanos. Este afirma que, aos jovens nunca devem desistir, trabalhar mais e tentar sempre ser perfecionistas. “Trabalhar mais e tentar melhorar em termos de empregabilidade. Formarem-se, manterem um foco e uma determinação na vida, isso é mais importante na vida. Portanto, não abdicarem e não venderem seus morais, cívicos, éticos e de cidadania. É muito importante ser um bom profissional, quando nós estamos organizados mentalmente, independentemente das dificuldades nós alcançamos as nossas metas”, avançou a fonte. 

    Importa realçar que, Dário Camal conta com dois livros seus recém-lançados em Maputo. De acordo com o mesmo, trata-se de duas obras e um propósito. Conta que os livros foram produzidos com intuito de arrecadar fundos para apoiar as famílias vítimas de ataques em Cabo Delgado. “Fizemos os livros com intuito de ter um produto que as pessoas pudessem comprar e ao mesmo tempo se deliciar com a leitura, aumentando a nossa cultura em termos de conhecimento e mesmo tempo ajudar Cabo Delgado, é uma bala para matar dois coelhos”, disse a fonte.       

    Entretanto, um dos livros, intitulado “Amor Incondicional”, trata-se de um romance que retrata uma história que se desenrola em Cabo Delgado. Enquanto a outra obra, é intitulada “Forma secreta do Sucesso”, segundo o autor é uma visão para a juventude. “É um livro para inspirar a juventude, é um livro para ajudar jovens moçambicanos como eu que tiveram dificuldades como eu, mas que podem vencer. Também é uma autobiografia, minha história de vida, e mostra o caminho que eu tive que percorrer para chegar onde cheguei”, disse o autor.

    As duas obras foram lançadas no início do mês de Abril. Trata-se de uma produção nacional onde esteve envolvida na produção apenas uma equipe jovem. Os parceiros também foram empresas lideradas por jovens, e este envolvimento massivo e completo de jovens apenas, segundo a fonte era uma forma de mostrar que a juventude é capaz de resolver seus problemas.   

    De destacar que, Dário Camal conta com vários prémios a nível Internacionais e destaque tais como, LYONS Mahatma Gandhi Award 2020, Bangladesh Global Youth Awards 2020, Pan African Youth Foundation 2020, 100 Most Influent Young Leader, 100 Most influential Young Leaders 2018 under 35 years according with UK Government, MIPAD Most influent Person African Descend 2019 according to United Nations. African Young Achiever of the Years 2018/2019, Afro-Arab Young Leader of the Year 2018. Afro-Arab Young Leader of The Year 2019, Qatar Youth Awards 2019, Pan African Youth Achieve of the Yeard 2018/2019, Sustainable Development Goals Awards 2016/2017/2018/2019, Red Diplom for best student abroad 2015, 2019 Ten Young African Changemakers by YouthhubAfrica, 2018 List of Formidable Man Leading Change, 2017 Young Talent Of The Year By UNLEASH e 2016 Listed in 100 under 40 Most Influential Afro-Arabs in the world.

    Entretanto, o lado empreendedor de Dário é também notório. Aos 19 anos e com meios próprios adquiridos do seu trabalho na Banca, fundou o Grupo de Investimentos DCI, e os ramificou em diversas áreas, gerando dentro do grupo 5 outras empresas com serviços na área de consultorias, finanças, entretenimento, importações e aluguer de veículos de luxo, área de construção e imobiliária, gráfica, produtos e insumos agrícolas e maquinaria, e aos 22 anos estendeu e internacionalizou o seu negócio ainda como estudante para a África do Sul, Sudão, Tunísia, EAU, Rússia, Turquia, França, Itália, Estados Unidos e Reino Unido.

  • AMA EQUIPAMENTOS REGISTOU UM DECRÉSCIMO GLOBAL NA ORDEM DE 80% DE FACTURAÇÃO NOS ÚLTIMOS SEIS MESES.

    Não se sabe se chegou para ficar, mas uma coisa é certa: ninguém é imune ou fica indiferente a essa nova realidade.  

    Declarada pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o COVID-19 chegou a território Moçambicano em março de 2020, mês que marca a afetação de esforços coletivos para a contenção do vírus. E para combater esta pandemia e evitar a propagação do vírus, o governo anunciou um conjunto de medidas que visam o encerramento de diversas atividades que não sejam essenciais, assim como a limitação de outras.

    O resultado que temos assistido é a quebra de receita resultante da paralisação ou do abrandamento dos negócios. Perante este cenário, encontramos a Ama Equipamentos, uma empresa Moçambicana dedicada ao fornecimento de equipamentos médico-hospitalar, portuário, mobiliário e mineiro, assim como várias PME que têm de reforçar a liquidez para sustentar os custos fixos dos seus negócios (salários, obrigações fiscais, rendas, eletricidade, gastos com prestadores de serviços, créditos, etc). 

    Augusto Álvaro, Diretor geral da Ama Equipamentos, disse que a empresa registou nos últimos seis meses uma queda de 80% de faturação devido a crise instalada por conta da pandemia. A Ama Equipamentos viu-se forçada a reduzir a sua massa laboral, estando a funcionar apenas com 40% dos cerca de 182 trabalhadores que a empresa detém.

    De forma a assegurar a manutenção dos postos de trabalho dos outros 60% dos trabalhadores, a empresa estabeleceu um acordo com os seus colaboradores que se encontram em suas casas aguardando a melhor oportunidade para a retoma das atividades laborais, tendo em conta que das quatro áreas de atuação, apenas uma está em funcionamento, destacando-se a de fornecimento de equipamento hospitalar. Apesar da crise, a empresa tem cumprido com as suas obrigações desde pagamentos de salários, impostos e despesas correntes da instituição.

    Álvaro comentou que além das medidas e pacotes de apoios anunciadas pelo governo para reagir à pandemia da COVID-19, a empresa tem estado a receber apoio moral por parte do governo através de visitas, onde procuram se inteirar sobre o funcionamento da empresa e a situação dos trabalhadores, o que para o empresário, serve de conforto para a classe empresarial no seu todo. Pois, a crise causada pelo coronavírus traz à tona desafios sociais e políticos de um mercado de trabalho cada vez mais informal e baseado em tecnologias de comunicação, sendo que esta aproximação do governo faz diferença.

    Por outro lado, o empresário acredita que dias melhores virão com a abertura gradual das fronteiras, pese embora nunca ter tido restrições pelo fato de a sua empresa dedicar-se a importação de equipamento médico e hospitalar, área que mesmo com a eclosão do coronavírus no país, rendeu 400% acima da meta prevista na empresa.

    Enquanto o sector de importação de equipamentos médico e hospitalar cresce de forma substancial, Álvaro disse que a mesma sorte não coube ao projecto de construção da sede nacional da empresa, cujo término e entrada em funcionamento estava agendado para o ano corrente. Referir que o projeto está avaliado em mais de $4.500.000 sendo que a sede realçará a imagem da empresa dando vida aos 10 anos que a mesma tem no mercado, contando com representações a nível nacional.

    Sabe-se que a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da vida em sociedade. O cenário econômico é um dos mais afetados perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas foram gravemente prejudicados. Pois, enquanto não soubermos quando a normalidade se reestabelecerá, não há como calcular o tamanho do impacto nas empresas. E para esse impacto, Álvaro comentou que possui uma boa relação com os seus parceiros e/ou fornecedores, pelo fato de haver negociação, concernente ao período de pagamentos de materiais que por ventura precise para execução dos seus trabalhos, e isto facilita bastante a empresa, evitando a Banca para fazer empréstimos.

    Por fim, o diretor geral da Ama Equipamentos, Augusto Álvaro, salientou que é chegada a altura de os empresários começarem a olhar para o futuro como algo incerto e ter a pandemia como mais um aprendizado e reinventar-se, pois, apesar de o apoio do governo ser importante, não atenderá integralmente a cada um dos beneficiários. É nesta hora que o empresário precisa saber como usar o dinheiro existente e abusar da criatividade, “parar não significa morrer. É tempo de aproveitar para refletir e analisar o negócio. Colocar as ideias em ordem e preparar o futuro,” afirmou!

    Lembrar que precisamos estudar, discutir e descobrir formas de tratar esta crise sanitária em que o nosso país encontra-se, mas não podemos esquecer-nos da importância das empresas, já que elas também garantem os recursos necessários para a saúde e os bens vitais. Que tenhamos sabedoria, elemento cada vez mais raro no cenário mundial em que nos encontramos.

  • Empresário investe mais de USD 1.5 Milhões de dólares no ramo Imobiliário, na cidade da Beira

    Trata-se de um projecto que esta sendo implementado na cidade da beira, concretamente no bairro de Marrocanhe arredores desta parcela do pais.

    Augusto Álvaro, disse a nossa revista que para a materialização do referido projecto foi mesmo graças a sua robustez financeira, tendo neste caso ativos fixos que permitiram com que o empresário e sua firma Amma Equipamentos, no Mercado a mais de uma década pudesse avançar com novos desafios no caso do ramo, imobiliário.

    O projecto compreende duas fazes, sendo que na primeira serão construídas dez casas dentre elas, 5 do tipo 2 e 5 do tipo 1, todas elas mobiladas, ocupando uma área de 7.835m2.

    Que Benefícios o projecto trará a comunidade Local?

    O diretor geral da amma equipamentos, Augusto Álvaro, disse que o projecto traz benefícios diretos a população local, uma vez que a prioridade em termos de posto de trabalho vai mesmo para os jovens daquela comunidade, onde só neste período de construção dos condomínios 70% dos trabalhadores nas diferentes áreas de serviço, nomeadamente, Pedreiros, carpinteiros, eletricistas, são jovens daquela zona. 

    Com o surgimento deste empreendimento, o bairro passou a beneficiar-se de corrente elétrica de que não dispunha, mais graças aos esforços envidados pela amma equipamento e com este projecto pretende-se ver descongestionado o ramo imobiliário, porque só assim poderão responder a crescente procura por aqueles serviços.

    Tendo em conta aos vários eventos Ciclónicos que tem estado a afetar a cidade da Beira, está acautelada a questão de construção Resiliente?

    Augusto Álvaro respondeu, estamos mesmo a construir as casas pensando nesses desastres naturais, sobretudo aos últimos ciclones que destruíram varias infraestruturas dentre elas públicos e privadas, e para não investirmos para logo depois sofrermos danos causados por estes fenómenos, estamos mesmo a apostar em construção resiliente respeitando todos os padrões de forma a suportar todas as adversidades que possam aparecer.

    Álvaro disse que para alem das casas estarem completamente equipadas, também vão seguir a modernidade, com sistema de internet disponível e sistema digital de abertura de portas dentro dos vários compartimentos dos edifícios.

    A nossa fonte disse ainda que para que um empresário tenha sucesso e saiba sair de varias situações de desconforto financeiro e importante que invista em varias áreas, e por isso mesmo que aposta agora no ramo imobiliário que acredita trazer bons frutos nos próximos dias.

    Questionado sobre a continuidade do projecto na segunda fase, Augusto Álvaro respondeu:

    Si caso a primeira fase traga bons frutos, prende-se na segunda fase construir mais vinte seis casas, que ira ocupar uma área de 10.000m2 e que para alem das casas, também será construído alguns locais de recreação desportiva, com construção de campos multe uso, piscina e alguns empreendimentos de lazer.

    Segredo para si manter em tempos de crise?

    Este momento que estamos a atravessar e um dos mais difíceis e também serve de teste para todos os empresários, para que si possa ter uma economia robusta nas suas empresas, porque assim ainda poderá aguentar alguns momentos não tao bons do tecido Economico, e agarrar todas as oportunidades que possam aparecer, pese embora sejam elas escacas, disse, augusto Álvaro.

    Nos doze anos de caminhada como empresário, Álvaro disse que o importante e nunca perder o foco, porque o ramo empresarial e feito de momentos altos e baixos e o empresário deve estar preparado para, ultrapassar todos esses momentos, e ter a concorrência não como obstáculo mais sim com o fator aprendizagem.

    Apelo aos novos empresários?

    Neste momento nos encontramos numa fase complicada, mais também o nosso pais oferece varias oportunidades de negócio, o importante e encontrar parceiro certos de modo que o caminho também seja de sucesso, e ao longo da caminhada tirar algumas ilações.