Category: Opinião

  • Eventual encerramento da Mozal não depende de decisão do Estado moçambicano

    Eventual encerramento da Mozal não depende de decisão do Estado moçambicano

    O Governo afirmou que o eventual encerramento da Mozal não constitui uma decisão sob responsabilidade do Estado moçambicano, esclarecendo que a empresa é detida por accionistas estrangeiros e que as deliberações estratégicas cabem exclusivamente à sua estrutura societária.

    Segundo explicou o porta-voz do Executivo, apesar de a unidade industrial estar localizada em território nacional, “o negócio não é moçambicano”, sendo Moçambique apenas o país onde se encontra instalada a infraestrutura da fundição de alumínio.

    “Por essa razão, as decisões relativas ao funcionamento ou eventual encerramento da empresa não competem ao Governo” – ,disse Impissa.

    As declarações surgem num contexto em que circulam informações dando conta de um possível encerramento da fábrica até meados de Março. O Governo assegura que está a acompanhar a situação.

    As autoridades destacaram, contudo, que o país retira benefícios directos da presença da empresa, nomeadamente através da geração de empregos para cidadãos moçambicanos, da arrecadação de impostos e do dinamismo económico associado à actividade industrial.

    A questão do fornecimento de energia foi apontada como um dos factores centrais no debate em torno da continuidade das operações. O Executivo reconheceu que seria desejável que o país tivesse capacidade para garantir níveis suficientes de energia, tendo em conta os ganhos económicos decorrentes da permanência da indústria no território nacional. Ainda assim, reiterou que o problema não é exclusivamente moçambicano.

    Consultado sobre os custos da contratação de uma empresa consultora para apoiar o Governo no processo, o porta-voz admitiu não dispor, no momento, dos valores exactos. Indicou, porém, que “a informação poderá ser posteriormente clarificada pelo Ministério das Finanças”, sublinhando que os dados já terão sido apresentados em sessões anteriores.

    O Governo reforça que continuará a acompanhar a evolução do processo e a prestar esclarecimentos à opinião pública à medida que novas informações forem consolidadas.

  • SER EMPRESÁRIO EM MOÇAMBIQUE

    Procurem não correr atrás de muitos sonhos. Procure definir seu grande sonho e corra atrás para não perder-se pelo caminho

    Este é um conselho direccionado a camada juvenil que pretende entrar no mundo empresarial. De acordo com o empresário Salimo Abdula, a identificação e definição de um único sonho é o passo primordial para o alcance do sucesso empresarial desejado por muitos. “Procurem não correr atrás de muitos sonhos. Procure definir o seu grande sonho e corra atrás para não perder-se pelo caminho atrás de vários sonhos que não nos levam a um caminho predefinido”, exorta.

    Natural da cidade de Quelimane, província da Zambézia, Salimo Abdula passou uma parte da sua infância na aldeia de Maruro cujo língua natal daquela região é Cena. O seu pai é natural de Inhambane e sua mãe é da província de Sofala, Salimo Abdula é um empresário moçambicano de grande gabarito. Fora do mundo empresarial, Salimo é um homem de família, com 3 filhos todos rapazes. Há mais de 30 anos, o empresário mudou-se para capital onde afixou-se e desenvolve as suas actividades empresariais.

    Importa realçar que, a educação que Salimo teve em casa o ajudou de alguma forma a tornar-se nesta figura reconhecida no panorama empresarial nacional assim como também internacional. Este diz que os seus pais não tinham posses financeiras mas tinha bases, valores e princípios muito apurados. Entretanto estes valores em que Salimo e seus irmãos foram educados, são valores que lhes valem muito actualmente.

     O empresário fala ainda de uma ajuda em termos de educação, ensinamentos estes mais virados para questões éticas, civilizacionais e de como lhe dar melhor em um ambiente formal. Para estes ensinamentos, Salimo destaca os tios Carimo e Baiana, como formadores. Estes tios receberam Salimo na sua residência para que continuasse com os estudos porque na aldeia onde os pais do empresário viviam não haviam escolas. Este fez o ensino primário em Quelimane, e com a transferência dos pais para Ilha de Moçambique Salimo também mudou-se e continuou os estudos lá. Em Nampula, o empresário frequentou o Instituto comercial, e depois mudou-se para Beira e mais tarde para Maputo, tudo para continuar com os estudos.

    Na Cidade da Beira, Salimo concluiu o Instituto comercial e foi afecto a Direcção provincial de Comercio. Porém durante esta estadia na Beira, o empresário nos tempos livres desenvolvia uma actividade de renda numa empresa de Engenharia. Mas, antes mesmo de mudar-se para Beira, Salimo já tinha uma experiência de trabalho adquirida ainda na infância. Segundo o mesmo com seus 13 anos de idade, em Quelimane ocupava-se desenvolvendo actividades em um Bar para poder ajudar na economia familiar.

    Ainda na Beira, o empresário esteve envolvido no mundo desportivo. Salimo Abdula foi um jogador de basquetebol no clube Palmeiras da Beira, e conheceu Maputo através do Clube Palmeiras. Este veio a capital para um campeonato nacional e, depois de mudar-se para Maputo jogou pelo Clube de Maxaquene onde foi campeão na altura. Mas a carreira de jogador viria a terminar depois da sua saída do Maxaquene ao Clube de Madjedje de Maputo.

    Em entrevista a Revista de Negócios de Chiveve, Salimo Abdula revelou os passos e o caminho percorrido desde o início até torna-se um grande empresário “sustentável” como considera-se. Entretanto o princípio de tudo não foi um mar de rosa, Salimo Abdula conta que entra no mundo empresarial depois de adquirir uma empresa totalmente falida e abandonada. Iluminate é a empresa de engenharia electrotécnica adquirida pelo nosso entrevistado, nesta empresa a fonte já fazia parte como trabalhador na Cidade da Beira.    

    Quando eu estava na Beira a estudar fazia parte de uma empresa chamada Iluminate, uma empresa que vendia material eléctrico e fazia obras de engenharia electrotécnica. Depois mais tarde esta empresa, de acordo com a Lei antiga quando os proprietários abandonavam uma empresa mais de 90 dias a empresa era intervencionada pelo Estado, e foi neste sentido que, eu como tinha uma das procurações acabei sendo contactado pela empresa a perguntar se eu queria candidatar-me. Nenhum dos trabalhadores quis se posicionar porque a empresa estava abandona e foi assim que eu entrei para o mundo empresarial”, conta Salimo Abdula.

    A fonte afirma que enfrento diversas dificuldades ao entrar no mundo empresarial. Mas apesar dessas dificuldades continuou ate tornar-se em grande empresário. Salimo Abdula já ocupou diversos cargos no mundo empresarial. Antes de completar seus 20 anos de idade, o nosso entrevistado já ocupava o cargo de Presidente de Conselho de Administração na Iluminate, sua primeira empresa. Tempos depois fundou outra empresa denominada “Eletrosul”, e actualmente é PCA do Intelec Holdings, uma companhia que está na lista das 10 melhores Holdings de Moçambique. 

    De realçar que através desta companhia, Salimo Abdula ocupou ainda os cargos de Presidente de Conselho Administrativo da Vodacom, Administrador do Banco Único, e Banco ICB, todas empresas participadas. “Já fui Presidente da Direcção e Presidente de Mesa da Assembleia na Associação das Confederações Económicas de Moçambique (CTA). Fui também deputado na Assembleia da República na primeira Legislatura Multipartidária”, contou a fonte.

    Questionado sobre os porquês de abandonar a vida politica e seguir a vida empresarial, Salimo Abdula afirmou que decidiu continuar como empresário, vida que já levava muito antes de entrar para a Assembleia da República. O mesmo acrescenta que é um indivíduo de princípios e que evita conflitos de interesses, elementos estes contribuíram bastante para que tivesse um bom nome e reputação no mundo empresarial a nível nacional e internacional.   

    Eu sou uma pessoa de princípios como disse de princípio, sou uma pessoa de princípios porque aprendi questões de valores. Evitar o conflito de interesses é muito bom, e muito importa porque muito das vezes somos jogadores e árbitros. Isso é perigoso, e já me referenciei isto muitas vezes. Nós temos problemas sérios no país quando temos conflitos de interesses, pessoas que estão no sector político que depois eles mesmo tomam decisões em relação há aquilo que é a arena empresarial onde estão envolvidos”, afirma o empresário.

    O empresário diz ainda que entrou para a política vindo do ramo empresarial, em um momento que iniciava a primeira legislatura multipartidária e havia necessidade de quem já estava na arena empresarial ajudar o país num foco da nova era.

    O Governo que tínhamos vinha da economia centralizada, não sabia o que era economia do mercado. Então como empresário aceitei juntar-me a esta primeira fase da república, era a primeira vez que havia muitos partidos no parlamento. Mas ao longo dos 5 anos verifiquei que as minhas empresas estavam em decadência, este era um grande risco. Ou eu continuava com a vida politica ou fica numa situação difícil, lembro-me que a minha esposa estava na medicina e teve que deixar para ajudar a empresa porque eu estava muito ausente. Tive que tomar uma decisão, queria continuar com a vida empresarial e abandonei a política no final do mandato de 1999. A partir do sector empresarial abracei a vida associativa, era uma forma de ajudar o país sem estar ligado directamente a politica”, conta o empresário.  

    Ainda falando da sua saída na vida politica para evitar também o conflito de interesses, a fonte vai mais a fundo exemplificando com um jogador de futebol. Salimo Abdula afirma que o jogador deve lutar apenas pela equipe que veste a camisola, e quando acabar pode seguir para o outro clube. E que tudo é questão de princípios e ética apenas.

     “Sou um individuo de causas, quando abraço uma causa visto aquela camisola e vou lutar dentro daquilo que são os princípios que me propus defender. Por exemplo estive na CTA, lutei pela CTA até entregar meu mandato, hoje não tenho responsabilidade directa mas tenho responsabilidades morais. Se eu amanhã abraçar a administração de uma entidade que eu aceitar, e que seja empresarial eu vou defender essa camisola. É questão de valores e princípios, é como um jogador de futebol, se ele estiver a jogar por um clube deve lutar por aquela camisola. E quando acabar tem o valor moral mas ele não é obrigado, se for para outro clube pode deve vestir a camisola daquele clube e lutar por aquele clube. É um pouco isso o valor da ética de governação corporativa que tenho defendido”, explicou.    

     Actualmente, o empresário ocupa o cargo de Presidente da Confederação Empresarial da CPLP. Esta que é uma confederação que representa o patronato a nível da Comunidade de países da língua Portuguesa. A Revista de Negócios no Chiveve soube que antigamente a direcção era rotativa, mas quando havia mudança de presidência politica. Entretanto, quando era a vez de Moçambique tinha dois anos, e divido em 1 ano cada mandato. No primeiro ano foi para o representante da AIMO que também é membro, e no segundo ano Salimo Abdula foi convidado e esteve a representar a CTA. Já em 2014 houve eleições para candidatura da presidência da CE-CPLP, e já não era em termos rotativos. Salimo concorreu e conseguiu novamente.

    Fui candidato, apresentei um programa e concorri ao lado de um empresário Angolano e vi minha eleição a ser feita por um suporte de 9 países membros da CPLP. Comecei o meu mandato em 2014 e terminei o primeiro mandato. Agora fui reeleito para o segundo mandato onde estou a dirigir neste momento. A sorte é que as duas eleições minhas foram em Cabo-Verde”, contou Salimo como chegou a Confederação do empresariado da CPLP. 

     Em termos de desafios na CE-CPLP, o empresário esta ciente de que são vários tendo em conta que cada país enfrenta seus problemas específicos. A fonte diz que no primeiro mandato foi marcado por uma reestruturação do agremiado, os problemas financeiros e a constituição de uma agenda comum eram os grandes desafios. A agenda actual é criar valor dentro da comunidade tendo em conta os recursos existente na comunidade, como a mão-de-obra jovem.

    Tem grandes desafios uma vez que não estamos a falar de uma única Nação, mas sim de nove (09) Nações que querem encontrar uma agenda comum. O primeiro mandato foi mais virado para organização institucional tendo em conta que CE-CPLP era muito incipiente e, tinha grandes problemas estruturais e financeiros e que tinham que ser sanados. A Minha energia e da equipe foi mais reestruturar e criar uma confederação mais respeitada e aderência ou inserção nos 9 países, e constituir uma agenda comum. A agenda esta constituída tendo uma grande visão como aquilo que seria a mobilidade dentro das comunidades, depois livre circulação de pessoas e bens, e livre circulação de capitais” avança Salimo.  

    Entretanto, a comunidade da CPLP tem mais de 75% de uma população jovem, que segundo o empresário, tem muita energia e que a mesma deve estar orientada e trabalhada para que seja aproveitada, no sentido que os jovens possam empregar-se, criar valor nas comunidades, criar empresas com conhecimento tecnológico. Salimo Abdula avança ainda que, as outras áreas importante a ser desenvolvidas são o sector agró-industrial e o sector energético.

    Com o sector energético a CPLP pode vir a afirmar-se como a maior comunidade produtora no mundo, isso tudo deve ser bem trabalhado em conjunto. É um facto que é um desafio grande porque cada um dos países tem sua complexa, vemos que Moçambique, Angola e quase todos os países estão a ter problema de agenda própria. Por vezes não conseguimos levar a cabo esta agenda comum com a celeridade que gostaríamos de ver, mas temos esperança que sim a CE-CPLP vai continuar a trabalhar no sentido de agregar valor a economia dos nossos países”, assegurou o Presidente da CE-CPLP.        

    Salimo Abdula diz a comunidade empresarial moçambicana tem apoiado bastante nas actividades da CE-CPLP para o alcance dos objectivos desta agremiação e da sua agenda. Este suporte vem através da Associação das confederações económicas de Moçambique (CTA), e das estruturas governamentais a nível do Ministério dos negócios estrangeiros. A Revista de Negócios no Chiveve quis saber de Salimo como é ser um empresário de Sucesso em Moçambique. A fonte explicou antes que em Moçambique a palavra “Sucesso” tem várias conexões, e que se tem cometido o erro de considera-se empresário de sucesso muitas das vezes pessoas que ganham riquezas sem ter passado por um processo produtivo.

    Muitas vezes a palavra empresário de sucesso associa-se a quem tem sucesso sem meter a mão na massa, portanto são pessoas que ganham riquezas sem ter passado por um processo produtivo. Eu queria vincar que o sucesso de muitos que se consideram com sucesso tem a ver com o equilíbrio entre o positivo e o negativo. Eu posso-me considerar uma pessoa de feliz, sucesso se quiser dizer se tiver em conta que consigo trabalhar, pagar minhas responsabilidades, sustentar minha família, criar riqueza ao país. Criar mão-de-obra e conseguir honrar os compromissos que a empresa tem, eu considero isto sucesso e nesta perspectiva que sou um empresário de sucesso”, disse Salimo.  

    A fonte em a consciência de que, é a primeira geração na família a chegar a esse nível empresarial, portanto acredita ainda que o sucesso empresarial no seu todo leva gerações. Salimo Abdula defende que o sucesso empresarial só será sucesso mesmo se o empresário conseguir transmitir esses valores e bases aos seus sucessores para que estes possam progredir e não ser apenas herdeiros desta visão empresarial e social por ele construída. Para torna-se um empresário de sucesso, o nosso deixou ficar três elementos básicos. A persistência, a consistência nos objectivos e a honestidade são os três elementos defendidos pelo empresário.

    O que tento dizer aos mais jovens é, procurem não correr atrás de muitos sonhos, procure definir o seu grande sonho e, corra atrás para não perder-se pelo caminho atrás de vários sonhos que não nos levam a um caminho predefinido. E o sucesso de um empresário como já havia dito é o balanço do positivo e o negativo. Se a gente consegue ir a cama e dormir de consciência tranquila, de que não deve e que não passou por cima de alguém ou não fez mal a ninguém, esse equilíbrio para mim é o sucesso, que é a consciência tranquila no seu sono. Muitos pensam que o sucesso é ter muito dinheiro, eu conheço muita gente muito pobre que a única coisa que tem é dinheiro” explicou a fonte.

    O empresário afirma ter aprendido dos seus erros para tornar-se um empresário de sucesso. Umas das grandes lições que precisou aprender foi o foco nos seus objectivos. De várias lições adquiridas no seu processo evolutivo, é não confundir receitas com lucros. Está lição é recomendada pelo empresário aos jovens empreendedores, e outras lições podem ser adquiridas na sua pagina do facebook, lugar este que Salimo sempre publica lições empresariais.

    Eu comecei um pouco empiricamente, fui aprendendo dos meus erros. Não fiz uma formação específica para ser empresário, sempre fui um sonhador de desporto. Queria ser um grande jogador na NBA, pensa em ir jogar para fora era o sonho daquela altura e da adolescência. E este sonho foi levando-me, mas acabei não sendo esse jogador de basquetebol internacional mas consegui ser o campeão nacional. A vida abriu-me outras janelas de oportunidades, esta janela que me referi no sector empresarial e assegurei esta área, e fui crescendo que me deram. Se eu não soubesse que queria ser empresário, se quisesse ser um desportista, académico ou mais tarde um político teria feito muita coisa e perdido meu foco. É aquilo que digo, corram atrás de único sonho depois de atingir o seu sonho as outras coisas podem ser feitas como complemento do seu sonho”, defende Salimo Abdula.

    Para os jovens empreendedores, o empresário aconselha ainda para que foquem-se mais na vida empresarial por ser compensadora. Mas este diz tudo é condicionado pelo espírito de batalhadores, que não hora específica para o trabalho e evitar os erros. Sublinhando cada vez mais a necessidade de não confundir-se as receitas com os lucros, segundo este o que for lucro não deve ser consumido na totalidade mas sim apenas 10 por centos. Ciente de que leva tempo, a fonte aconselha para que se cresça com sustentabilidade.

    Recentemente, o Empresário Salimo Abdula recebeu um prémio internacional denominado “Euroknwowledge 2020”. Este prémio já foi atribuído a grandes empresários como Bill Gates. Segundo o galardoado, este prémio é um prestígio não só para si, mas também para a sua família e para o empresariado nacional.  Salimo Abdula diz que esta premiação mostra que não é só de coisas negativas como é vendida a imagem do país, e serviu para mostrar que Moçambique também tem valor.

    Este valor que eu tenho existe em Moçambique com muitas boas pessoas, empresários que tem visibilidade que eu mais que tem os mesmos princípios. Tudo isso é uma enorme responsabilidade, e quero partilhar tudo isso com colegas e compatriotas, e dizer o berço que me trouxe de Beira e Quelimane esta sempre presente no meu coração. Isto tem feito de mim alguém cauteloso e com muita responsabilidade, e hoje um prémio deste cai para mim a responsabilidade e como cai para imagem colectiva do país. Hoje temos mais o termo responsabilidade do que ficar ai mais expostos a visibilidade para qualquer erro que eu possa cometer inocentemente, há que duplicar esta responsabilidade. É uma grande alegria e honra ter recebido um prémio deste nível”, explanou o empresário.   

    O empresário não sabe dizer o que contribuiu concretamente para que fosse o vencedor deste prémio. Mas o mesmo reconhece que tudo tem a ver com a combinação do capítulo de Liderança, questões filantrópicas e com os princípios defendidos. O vencedor avançou ainda que soube que umas das organizações que propuseram o seu nome foi a Humans Lider of África. Organização da região e que já esteve em Moçambique, onde Salimo Abdula já foi palestrante aqui no país e na África do Sul através desta instituição.       

    A Revista Negócios no Chiveve, o entrevistado afirmou que o sector empresarial nacional é composto em todas áreas por um empresariado emergente. Apesar deste empresariado estar em um processo de construção, segundo o empresário os grandes desafios actuais são a Paz, a estruturação para o acesso ao financiamento e acesso a tecnologia de forma a trazer soluções sustentáveis ao país.

    Vejo e acompanho que uma grande parte dos jovens que já começa a ter uma formação tem dificuldades em ter acesso ao financiamento que possa ser sustentável ao seu projecto, e as suas garantias para serem apresentadas a banca. Penso que aqui o conceito de uma estrutura financeira ou de um banco de desenvolvimento ainda é incipiente, isto dificulta que a maior parte do empresariado jovem possa dar o seu passo. Para as empresas mais solidas no mercado tem grandes oportunidades”, confirma o empresário.  

    Salimo diz ainda que o sector da Logística ainda é também um grande desafio para o sector empresarial no seu todo. Este afirma ser “muito cara” a logística no país, e não é fácil transportar um produto produzido em Maputo para a comercialização em Nampula.

     “A logística de Moçambique ainda é muito cara, se quiser produzir uma coisa em Maputo e manda para Nampula, vice-versa ainda é caro. Penso que o desafio da logística é um do nosso estrangulamento que temos, e outros são os desafios que os empresários vivem no seu dia-a-dia. A paz é digamos é a base prioritária para todos nós, não só para os empresários. Sem paz dificilmente nós podemos progredir, este é um outro grande desafio que temos. Espero que essa luta que o governo esta a fazer para consolidar a paz aconteça para o benefício de todos. Só não se beneficiam aqueles que estão contra a paz que é uma coisa estranha”, exortou.

    Os sequestros que tem a tendência a aumentar no país, segundo Salimo Abdula é uma das grandes preocupações do empresariado nacional. Este fenómeno prejudica o sector empresarial e cria instabilidade social no país. Segundo o empresário, o país neste momento precisa de mais investimentos, e se não haver essa tranquilidade pode-se viver uma grande crise onde a camada juvenil será a mais afectada não pode conseguir investir ou ter emprego. Porque na sua óptica além de haver mais investimentos o que acontece é que esta haver menos investimos.

    Temos visto que a onda de sequestros tem atingindo uma camada empresarial. Nós olhamos que a onda de sequestros andam a uns anos, primeiro estava numa faixa específica do mercado, onde ouvíamos que era um grupo de mercado e acerto de contas de negócios estranhos e complicados. Mas começamos a ver agora um processo de democratização do próprio sequestro, já começam a sequestrar pessoas singulares com menos exposição empresarial. Isto começa a criar uma preocupação mais generalizada porque vai afectar a atracão de investimentos para Moçambique porque vai tornar-se um país perigoso. Se comparado com muitos países latinos americanos, que são países altamente inseguros e Moçambique era um país seguro apesar das questões de terrorismo que temos no norte, começa a se intensificar cada vez mais esta questão de raptos e país aparece novamente com a negativa na mídia nacional e internacional” concluiu a fonte.

    NÁDIO TAIMO

    NOVEMBRO DE 2020

  • JAMAIS USE SEU SUCESSO PROFISSIONAL COMO JUSTIFICATIVA PARA SEU FRACASSO FAMILIAR

    Você sabia que em média tomamos 35mil decisões por dia? Sim, é realmente um número enorme e assustador, mas a maior parte deste número vem daquelas decisões tão pequenas que por vezes nem nos damos conta que estamos decidindo, como por exemplo, a decisão sobre qual sapato usar, onde colocar o celular, “o que, onde e quando comer”, etc. 

    O problema é que essa quantidade enorme de decisões gera o que é conhecido como “fadiga de decisão” que é o ponto onde a pessoa se torna incapaz de tomar “boas decisões” ou “qualquer decisão”. 

    Mas, além dessas pequenas decisões existem aquelas que podem mudar radicalmente a nossa vida, decisões estas que se não forem tomadas a tempo se transformarão em arrependimento num futuro próximo. É exatamente nessas decisões que este artigo será focado, pois elas são tidas como as mais importantes.

    Para melhor debruçar-se do assunto, nada melhor que ouvir em primeira mão, de alguém com experiência neste tipo de caso. Bronnie Ware é uma mulher que trabalhou como enfermeira em cuidados paliativos, ou seja, cuidava de pacientes que estavam em seus últimos dias de vida. Durante a sua jornada de trabalho, ouvia muitas histórias, na sua maioria sobre arrependimentos. Você terá a oportunidade de conhecer algumas dessas histórias para que possa chegar no fim da linha de sua vida com um sorriso no rosto dizendo “eu faria tudo de novo”.

    1º – Ter vivido a vida com base nas expectativas dos outros

    Nas palavras da Bronnie Ware, “este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida está por um fio, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem a metade dos seus sonhos e muitas tende a morrer sabendo que a causa de tudo isso foi alguma ou não decisão que deveria ter tomado. É incrível como a saúde nos traz uma liberdade até não termos mais.”

    Pense em quantas vezes você deixou de fazer alguma coisa importante, simplesmente para agradar aos outros. Isso é comum, afinal todos queremos agradar as pessoas mais importantes para nós, decerto que em algumas delas você tem a sorte de ser retribuído pelo favor prestado, mas a maioria não, e são nesses momentos que você precisa respeitar os seus princípios e suas ambições.

    Tomar uma grande decisão, como fazer o curso de medicina, por exemplo, porque é o sonho da sua avó ou mãe, vai custar-te “muito caro”, tanto ao nível financeiro como emocional. Se você é um adulto, não precisa de permissão de ninguém para tomar as suas próprias decisões e seguir aquilo que te faz feliz. É claro, seja grato quando houver apoio, mas seja determinado para assumir as suas decisões quando todos não concordarem e, principalmente, seja corajoso para assumir os riscos, pois, na realidade, o maior risco que você não deseja ter é se ver no fim da vida deitado numa maca se lamentando por todas as coisas que não fez, por receio ou medo do que os outros achariam. 

    2º – Ter trabalho de mais

    Nas palavras da Bronnie Ware, “todos os pacientes, do sexo masculino, sentiam falta do que não tiveram, um momento ímpar com as suas esposas e filhos. Quanto as mulheres, pouco se ouvia sobre este arrependimento, pois a maioria delas era de uma geração mais antiga em que o empoderamento da mulher não se fazia sentir. Todos os homens com quem conversei se arrependeram de ter passado tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

    Esta é uma situação muito delicada, pois as pessoas partilham a opinião de que o sucesso profissional advém do abandono da família, ou seja, para ter sucesso profissional é necessário praticamente abandonar a família, mas isso não é verdade, é possível dar conta dos dois. 

    Alguém pode dizer, “mas eu trabalho em 2 empregos, não tem como conciliar as duas coisas”. Neste tipo de situação, a melhor solução não é ter dois empregos, mas sim, se esforçar para conseguir um que te remunere bem e dentro do horário normal de trabalho. De certa forma que, em um dado momento, será necessário sacrificar algum tempo com a família, mas isso é de caracter provisório.

    Além disso, a qualidade do tempo com a família vale mais do que só quantidade. Na sua maioria, as pessoas que reclamavam de trabalho demasiado é porque não tomaram a decisão certa, e acabaram inclusos em um tipo de trabalho indesejado, ou então, foi apenas uma má gestão do tempo. Independentemente de qual for o motivo, jamais use seu sucesso profissional como justificativa para seu fracasso familiar.

    3º – Ter deixado de expressar seus sentimentos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos para ficar em paz com os outros, como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser, e muitas desenvolveram doenças relacionadas a amargura e ao ressentimento que carregavam.”

    Vivemos numa sociedade dominada pelo ego, as pessoas não querem expressar seus sentimentos por medo de serem interpretadas como pessoas frágeis, e por via disso, desde cedo, usam uma máscara para esconder o que realmente sentem e quem realmente são. Este tipo de pessoa nunca consegue se conectar profundamente com alguém. Elas preferem viver a vida com relacionamentos superficiais, pois, dessa forma, existem menos chances de se machucar emocionalmente.

    O problema é que por medo de assumir o risco, de expressar os seus sentimentos e se machucar, você corre o risco de ter uma vida superficial e nem se quer fazer falta quando for embora desse mundo, e pior ainda, você corre o risco de perceber que uma pessoa que você tanto ama partiu sem que você tenha demonstrado todo o seu amor e afecto por ela. 

    Como por exemplo, podemos aprender do filme “A culpa é das estrelas” através do elogio fúnebre do Augustus Water á Hazel Grace Lancaster onde ele diz, “a questão é que nós todos queremos ser lembrados, mas a Hazel é diferente, a Hazel sabe qual é a verdade, ela não queria um milhão de admiradores, só queria um e ela conseguiu, talvez não tenha sido amada por muitos mas foi amada profundamente e isso é mais do que a maioria de nós consegue.” 

    Então, é nessa perspetiva que muitos de nós acabamos ficando frustrados no final da nossa vida, porque queremos ter vários admiradores e não expressamos os nossos sentimentos. Infelizmente, isso é mais comum nos tempos actuais, pois, nem aos nossos pais conseguimos olhar dentro dos olhos e dizer um sincero “Eu te amo”. 

    4º – Ter perdido contacto com amigos

    Nas palavras da Bronnie Ware, “frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem às suas últimas semanas de vida. Nem sempre era possível rastrear essas pessoas, muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos, e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforços as amizades.” 

    Todo mundo sente falta dos amigos quando esta morrendo. Quando entramos numa rotina corrida de trabalho e obrigações pessoais, a primeira coisa que é deixada de lado são as amizades, e se não tomarmos cuidado, aquelas pessoas que foram tão importantes em nossas vidas e que nos fizeram experimentar momentos inesquecíveis vão se afastando cada vez mais, até ao ponto de duvidares se vocês ainda são amigos. Isso é muito triste! 

    No final das contas, o que mais importa nessa vida são as pessoas, principalmente pelo facto delas serem passageiras assim como você. 

    5º – Não se ter permitido ser mais feliz

    Nas palavras da Bronnie Ware, “esse é um arrependimento surpreendentemente comum, muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é uma escolha, as pessoas ficam presas a antigos hábitos e padrões. O famoso conforto das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que elas fingissem para os outros e para si mesmo que estavam contentes, quando no fundo ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”

    Acredito que este ponto resume todos os outros. Tenha coragem de fazer aquilo que você deseja, de ser quem realmente você é e de expressar seus sentimentos para as pessoas que você mais ama, se existe alguma fórmula para a felicidade, essas coisas com certeza fazem parte dos ingredientes.

    Salientar que este artigo foi baseado no livro da Bronnie Ware, denominado “Antes de partir: os 5 principais arrependimentos que as pessoas têm antes de morrer”. 

    E a questão que deixo para você que está lendo este artigo é a seguinte: 

    QUE TIPO DE DECISÃO (OU NÃO) TENS TOMADO PARA A SUA VIDA?

    Por: David Franco

  • COVID-19 PODE ARRUINAR A PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DAS MPMES NO CRESCIMENTO ECONÓMICO 

    Em Moçambique existem 42.884 empresas, das quais 95% são classificadas como Pequenas e Médias Empresas (PMEs) investidas por empresários locais (CEMPRE, 2016). A importância das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) é reconhecida pelo seu papel fundamental na redução da pobreza através da criação de novos postos de trabalho e geração de renda à população. 

    Reconhecendo este papel dinamizador do crescimento económico e sua influência na melhoria das condições dos índices de pobreza e desigualdade, o Governo de Moçambique desenhou uma estratégia para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas em moçambique” e criou o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) através do Decreto nº 47/2008, de 3 de Dezembro, como entidade pública que tem por missão incentivar a implantação, a consolidação e o desenvolvimento de empreendimentos de pequeno porte em Moçambique. Portanto, o objetivo central deste, e não só, é a revitalização do sector das MPMEs.

    A COVID-19 vem estender a lista dos desafios que estas empresas enfrentam para se manterem no mercado. A redução da demanda imposta pelas medidas administrativas decretadas no âmbito do Estado de Emergência, como forma de evitar a propagação do coronavírus deixaram grande parte das empresas numa situação difícil. A questão de sobrevivência destas é posta em causa. 

    Não se sabe quantas empresas irão encerrar as suas portas ou quantas se manterão resilientes, o certo é que já há relatório de redução de muitos postos de trabalhos, elevando consequentemente os índices de pobreza, devido a situação da Covid-19. Portanto, a dificuldade de tesouraria para fazer face às despesas de curto prazo colocam em risco a sobrevivência e a garantia de emprego para assegurar o mínimo de rendimento à população dependente das MPMEs. 

    A pequena contribuição das MPMEs para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 28% e estas geram cerca de 42% do emprego formal. Por aqui se percebe a grande importância que estas tem/podem ter na contribuição nacional e na geração da renda dos trabalhadores. Portanto, se é verdade que uma das formas de combater a pobreza é pela via da criação dos postos de trabalho então a promoção do crescimento económico e da manutenção das MPMES deve ser uma das prioridades da estratégia de desenvolvimento nacional.

    A Estratégia de Desenvolvimento Nacional (2015-2035) destaca a importância das PMEs no desenvolvimento nacional. Não obstante este reconhecimento da importância que as MPMEs desempenham na economia, elas se deparam com uma série de desafios no decurso de suas atividades. Constituem principais desafios para o desenvolvimento do sector privado: acesso ao financiamento, a desburocratização administrativa, o desenvolvimento de infraestruturas de suporte à produção, a capacitação e acompanhamento das PME´s e a formação orientada para o mercado. 

    O empresário deve ter um alicerce forte ou dificilmente alcançará o sucesso. Daí que o autofinanciamento conduz a continuidade em muitos dos negócios. As MPMEs consideram que as condições para acesso ao crédito bancário são desfavoráveis devido aos critérios de elegibilidade exigentes, processos morosos e com custos associados, taxas de juros elevadas e exigências de garantias reais. O mais recente relatório do Doing Business em Moçambique vem atestar esta afirmação, ao destacar o acesso ao financiamento e a eletricidade como sendo os fatores mais importantes para o ambiente de negócio (Banco Mundial, 2019). 

    Portanto, há uma série de fatores que emperram o crescimento, a sobrevivência e o desenvolvimento das MPMES, acresce a estes, a fraca remuneração. Moçambique possui os piores salários mínimos na região da África Austral. 

    Actualmente, num contexto que começa a ser bastante conturbado, os impactos negativos da COVID-19 acrescem a lista de fatores que abrandam o crescimento e a sobrevivência das PME. As MPMES estão confrontadas com uma situação de receitas zero, o que lhes confere problemas de tesouraria. Nalguns sectores, falta de disponibilidade financeira para fazer face as despesas de salários e despesas correntes, uma vez que a atividade comercial está exígua ou é inexistente. É mesmo caso para afirmar que a “COVID-19 coloca em risco a sobrevivência das MPMEs”. A CTA (2020) estima que o impacto da COVID-19 no sector empresarial poderá registar perdas entre USD 234 milhões e USD 375 milhões. 

    As grandes empresas têm vantagens materiais para gerar e adaptar inovações devido à sua maior capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Já as PMEs tem vantagens comportamentais relacionadas à sua flexibilidade e a capacidade de adaptação a mudanças no mercado. 

    As MPMEs dificilmente conseguem inovar neste momento. São de pouco capital intensivo e usam na maior parte das vezes, uma folha de Microsoft Excel para controlar o seu fluxo de caixa ou organizar as contas. A questão é mesmo a eficiência produtiva ou a redução dos custos variáveis. Considerando que estas duas situações somente irão acontecer se houver algum tipo de inovação. 

    No dia 01 de Julho de 2020, o Banco Nacional de Investimento procedeu ao lançamento de linhas de crédito especiais como uma das medidas de mitigação dos impactos da COVID-19. Trata-se de duas linhas, nomeadamente: (i) “Linha de Crédito Gov COVID 19 do governo, no valor de mil milhões de meticais financiados por fundos do Estado, e (ii) a “Linha de Crédito BNI COVID 19 do BNI, no valor de 600 milhões de meticais, financiada por fundos do Instituto Nacional de Segurança Social. 

    É uma iniciativa que sem dúvida alguma poderá mitigar os impactos negativos (a uma minoria) que começam a verificar-se no seio das PME´s. Porém, mesmo nesta condição o empresário só adere se o compensar. Daí a necessidade de se garantirem condições de acessibilidade do dinheiro a custos de aquisição baixo. Particularmente para aqueles que sofreram profundamente e duplamente com os ciclones Keneth e Idai. Estes recursos financeiros para financiar investimentos de médio prazo, vem para financiar a tesouraria das MPEMs, permitir o pagamento de despesas de curto prazo e garantir a manutenção dos postos de trabalho existentes. Naturalmente que estes recursos, deverão permitir a curto e a médio prazo que estas empresas recuperem a sua força financeira e retomem o seu caminho da sustentabilidade, e dinamizem novamente o crescimento da economia. Se assim for os impactos económicos e sociais podem ser minimizados.