Category: Economia

  • Eventual encerramento da Mozal não depende de decisão do Estado moçambicano

    Eventual encerramento da Mozal não depende de decisão do Estado moçambicano

    O Governo afirmou que o eventual encerramento da Mozal não constitui uma decisão sob responsabilidade do Estado moçambicano, esclarecendo que a empresa é detida por accionistas estrangeiros e que as deliberações estratégicas cabem exclusivamente à sua estrutura societária.

    Segundo explicou o porta-voz do Executivo, apesar de a unidade industrial estar localizada em território nacional, “o negócio não é moçambicano”, sendo Moçambique apenas o país onde se encontra instalada a infraestrutura da fundição de alumínio.

    “Por essa razão, as decisões relativas ao funcionamento ou eventual encerramento da empresa não competem ao Governo” – ,disse Impissa.

    As declarações surgem num contexto em que circulam informações dando conta de um possível encerramento da fábrica até meados de Março. O Governo assegura que está a acompanhar a situação.

    As autoridades destacaram, contudo, que o país retira benefícios directos da presença da empresa, nomeadamente através da geração de empregos para cidadãos moçambicanos, da arrecadação de impostos e do dinamismo económico associado à actividade industrial.

    A questão do fornecimento de energia foi apontada como um dos factores centrais no debate em torno da continuidade das operações. O Executivo reconheceu que seria desejável que o país tivesse capacidade para garantir níveis suficientes de energia, tendo em conta os ganhos económicos decorrentes da permanência da indústria no território nacional. Ainda assim, reiterou que o problema não é exclusivamente moçambicano.

    Consultado sobre os custos da contratação de uma empresa consultora para apoiar o Governo no processo, o porta-voz admitiu não dispor, no momento, dos valores exactos. Indicou, porém, que “a informação poderá ser posteriormente clarificada pelo Ministério das Finanças”, sublinhando que os dados já terão sido apresentados em sessões anteriores.

    O Governo reforça que continuará a acompanhar a evolução do processo e a prestar esclarecimentos à opinião pública à medida que novas informações forem consolidadas.

  • Fundador Nélio Macombo fala da iniciativa e seus benefícios 

    Fundador Nélio Macombo fala da iniciativa e seus benefícios 

    “PAYMENTSDS”- UMA INICIATIVA TECNOLÓGICA NACIONAL QUE FACILITA NEGÓCIOS 

    Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, o mundo busca a cada dia novos meios de trabalho para facilitar um leque de actividades. Assim sendo, a necessidade de inovação frequente é uma prioridade para os fazedores de tecnologias para facilitar a vida dos utilizadores. E nesta necessidade nasceu a “Paymentsds”, uma plataforma tecnológico nacional que veio para facilitar as trocas comerciais.  

    Natural da Cidade da Matola, Província de Maputo, Nélio Macombo é o fundador da “Paymentsds”. Macombo é Licenciado em Engenharia Informática pela Universidade Eduardo Mondlane, e com Especialização em Engenharia de Software pelo Centro de Estudos Avançados de Recife-Pernambuco, Brasil. A Revista de Negócios no Chiveve, Nélio Macombo falou sobre a criação e funcionamento da sua iniciativa empreendedora, Paymentsds. 

    A Payment Developer Suite (Paymentsds) é um projecto Open-Source, que consiste num conjunto de pacote de soluções que simplificam a integração a serviços de pagamentos como M-Pesa, Conta Móvel e Cartões VISA/ MasterCard nas plataformas digitais tais como aplicativos, websites e-commerce e redes sociais (Facebook Business, Instagram Business e WhatsApp Business).

    Esta solução foi desenhada para programadores/desenvolvedores, e empreendedores que pretendam integrar as suas soluções de base tecnológica de forma, simples, prática e acessível a serviços de pagamento”, revelou jovem empreendedor.

    Segundo o fundador, a Paymentsds foi criada no mês de Agosto de 2020, e ainda esta em processo de desenvolvimento. Nélio Macombo avança ainda que, de momento está-se melhorando a solução tecnológica com a contribuição de desenvolvedores a nível da Comunidade e das interações com outros Desenvolvedores de Empresas Privadas, assim como Autónomos, e Empreendedores que tem testado e implementado esta solução no seu software.

    A paymentsds está ser desenvolvida remotamente, usando metodologias ágeis como scrum e kanban e em regime open source. Estamos na fase de testes da versão alpha dos SDKs para as linguagens PHP, JS, Java, Python, Ruby, & Go para a plataforma Mpesa e pretendemos também criar SDKs para a conexão a API da Conta Móvel e Cartões de Débito/ Crédito”, disse Macombo.

    De acordo com o fundador, esta iniciativa permite que os criadores de soluções de base tecnológica foquem-se na criação de produtos e serviços de valor final ao cliente, na medida em que esta solução abstrai e simplifica todo o processo de integração a serviços de pagamento com impacto local. 

    A nível do Paymentsds é feita a implementação da infraestrutura como serviço (IAAS) de modo que a componente de integração para recepção e realização de pagamentos seja prática e acessível para qualquer Developer”, explica Nélio Macombo.

    Questionado pela nossa equipe de reportagem sobre que tipo de negócios pode-se usar essa esta iniciativa, a fonte foi clara e objetiva revelando que a mesma é aplicável a qualquer produto ou serviço que tenha uma componente de pagamentos, permitindo desta forma a digitalização da funcionalidade de pagamentos culminando na transformação digital de negócios.

    A Revista de Negócios, Nélio Macombo revelou o real motivo que o levou a desenvolver esta iniciativa. “Dinamização do Ecossistema de Pagamentos por meio de soluções tecnológicas praticas e acessíveis que permitam a digitalização e a transformação digital de negócios em Moçambique. A Resposta de um problema recorrente a nível da Comunidade que era a dificuldade em integrar as suas soluções aos Serviços de Pagamentos”- revelou a fonte.

    Nélio Macombo afirma os ganhos nas empresas que optarem por está iniciativa serão visto na medida que as mesmas otimizam e poupam os recursos tempo e humanos, para integração e teste de soluções de pagamento, focando na melhoria continua dos seus serviços e produtos e não necessariamente no desenvolvimento e manutenção de infraestrutura que permita a conexão ou integração a serviços de pagamento, possibilitando uma entrega otimizada ao utilizador final.

    Para mim as tecnologias são transversais a qualquer Industria, e possibilitam a optimização de recursos, assim como a praticidade, simplificação de processos e a escalabilidade de negócios e soluções com impacto direto na qualidade de vida do ser humano”, justificou a importância da tecnologia no mundo de grandes negócios e empreendedorismo.

    A Revista de Negócios quis saber do fundador da Paymentsds qual tem sido o “feedback” dos que já estão a usar esta iniciativa. Macombo revelou que o “feedback” tem sido bom, tanto a nível da Comunidade, assim como a nível das startups e Pequenas e Medias Empresas que temos interagido para testes e aprimoramento da solução. O jovem empreendedor convida tambem a todos que tenham interesse em saber mais da solução, visitando os seguintes links “Paymentsds Core”: github.com/paymentsds, website: https://developers.paymentsds.org/.

    Como empreender no ramo de tecnologias em Moçambique, a nossa equipe de reportagem tentou saber do entrevistados as dificuldades enfrentadas e este respondeu: “Prefiro não responder à questão no momento, pois todos tem partilhado dificuldades. E creio que temos de trazer problemas e soluções e, as dificuldades são parte do processo e do nosso desafio como empreendedores”.

    Ainda nesta senda, Nélio Macombo deixo ficar um conselho a outros jovens formados em áreas de tecnologias para que possam empreender na mesma área. A fonte defende a necessidade de se trazer soluções de problemas identificados como a forma certa de empreendedorismo. 

    O Conselho que dou a qualquer jovem que queira empreender é que identifique um problema, um beneficiário do tal problema ou seja, alguém realmente está a precisar de uma solução. Reúna jovens como o mesmo mindset, desenvolva e teste o tal produto no mercado, pois só assim terá uma experiência baseada na realidade o que os americanos apelidam de skin in the game”, aconselha o fundador da Paymentsds.

    Partilho abaixo os links relevantes do projecto:

    PaymentsDs Core: github.com/Paymentsds / Website: https://developers.paymentsds.org/

    Facebook:https://web.facebook.com/paymentsds/ / Twitter: https://twitter.com/paymentsds LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/paymentsds / Instagram: https://www.instagram.com/paymentsds/

  • O Conselho empresarial provincial de Sofala afirma que a economia nesta província regrediu nos últimos dois anos, 2019/2020.

    Esta informação foi avançada pelo respetivo presidente do conselho empresarial provincial de Sofala, numa entrevista a Revista Negócios no Chiveve, para Ricardo Cunhaque, a passagem do ciclone Idai pela província de Sofala em 2019 e a pandemia da covid-19 em 2020, deixaram a classe empresarial ou o sector privado de rastos, tendo em conta os estragos causados por ciclone Idai, que destruiu parcial ou completamente algumas infra estruturas.

    Numa altura em que os empresários tentavam si recompor, eis que aparece a pandemia da covid-19 que com as restrições impostas afetou sobremaneira a economia, com alguns países a observarem lockdown, fronteiras encerradas, oque fez com que o sector privado vivesse momentos ainda mais difíceis porque a província e o sector depende das importações para que os ponteiros da economia subam.

    A nossa fonte disse, que antes um navio com mercadorias que para a província de Sofala levava no máximo quarenta e dois dias, mais hoje pelas restrições impostas pela covid-19, chega a levar noventa dias e com esta situação os empresários apenas somam prejuízos.

    Sobre medidas fiscais?

    O presidente do conselho empresarial provincial de Sofala, Ricardo Cunhaque, que o sector privado propôs ao governo, apos a passagem dos ciclones, chalane e eloise, pedindo a isenção de pagamentos de impostos como, irps, irpc, pagamento de licenças para reabilitação das empresas, bem como uma linha de financiamento com uma taxa de juro bonificado com período de carência um ano, tudo isto serviria de um balão de oxigénio para os empresários locais, e pequenas empresas com dificuldade de orçamento de funcionamento para poderem buscar estas linhas de financiamentos.

    Implicações que as restrições impostas pela covid-19 poderão trazer ao sector privado em Sofala?

    Ricardo Cunhaque, disse que as consequências serão nefastas, mas as medidas são importantes nesta fase em que os números de infetados e mortos por covid-19 tem estado a aumentar, e esta foi uma medida encontrada pelo governo de modo a combater este mal que preocupa todos extratos sociais, mas também afeta as empresas naquilo que e o funcionamento normal das suas atividades, na arrecadação de receitas e também na capacidade de comprimento de pagamento de algumas taxas fiscais.

    O nosso entrevistado disse que as implicações impostas pelas restrições da covid-19 já começam a si fazer sentir, com alguns empresários a fazerem a redução da massa laboral, tendo em conta as restrições e capacidade de faturação nestas empresas, com isto mais pessoas ficam sem empregos.

    Perspetivas para o ano 2021

    Apesar das dificuldades que neste momento o sector privado enfrenta, há sempre uma esperança no seio dos empresários, de que a economia poderá melhorar e para as empresas que estão a operar continuarão a operar e as que encerraram as portas poderão reabrir, mesmo sem indicadores macro económico percentuais mais reina optimismo na classe.

    No final da entrevista, o presidente do conselho empresarial provincial de Sofala, Ricardo Cunhaque disse que a província sente-se honrada pelo facto de o presidente da CTA -Confederação das Associações Económicas de Moçambique, pela estratégia tomada pelo referido presidente, Agostinho Vuma, em envolver as províncias na composição dos órgãos sociais a nível central da CTA e também na composição dos pelouros.

  • MIHAKAYA-UMA PLATAFORMA DE COMÉRCIO EXCLUSIVA A PRODUCTOS E MARCAS NACIONAIS  

    O Idealizador, Lourenço Ferrão, fala sobres os objetivos e seu funcionamento

    O sector do comércio tem vindo a registar melhorias em termos de inovação de serviços e plataformas de comércio. Entretanto, as tecnologias de informação são os grandes dinamizadores deste processo. Assim sendo, a nível mundial são conhecidas grandes plataformas de negócios, como a “Ali Babá” e a “Amazon”. A partir destas plataformas é possível adquirir qualquer produto em qualquer lugar do mundo. Da mesma forma, nasce a “Mihakaya”, uma plataforma Moçambicana de comércio. 

    A “Mihakaya” é uma marca Moçambicana cujo objecto de actuação são as vendas na plataforma digital de produtos exclusivamente Moçambicanos. Esta iniciativa empreendedora pertence a Lourenço Ferrão, um jovem Moçambicano, nascido na cidade de Maputo, com formação média e com capacitações em matéria Radiofónica.

    O fundador da “Mihakaya” é um comunicador social, com 6 anos de experiência como fazedor de programas radiofónicos, e 9 anos de activismo social na área política pelo Parlamento Juvenil de Moçambique, e neste momento abraçou o empreendedorismo social.

    Assim como tantos miúdos da sua geração, a infância de Lourenço Ferrão foi marcada por brincadeira de pneus, carinhos de arame, papagaios feitos a plástico e caniço. De acordo com Lourenço, nunca foi bom em fazer esses instrumentos com os quais brincava, e sempre era obrigado a recorrer à ajuda dos amigos, o que lhe custava de certa forma um valor monetário. A fonte revelou-nos que os seus primeiros anos de escolaridade foram um desastre, marcados por muita brincadeira, e só veio a ganhar a consciência no ensino secundário.

    Actualmente, Ferrão tornou-se empreendedor criando uma plataforma de negócios, privilegiando a produção “Made In Moz”. À Revista Negócios no Chiveve, a fonte revelou que a “Mihakaya” surge da necessidade de dar resposta a um problema identificado de valorização de produtos produzidos a nível do mercado nacional.  

    Mihakaya surge em virtude de ter-se identificado um problema com os empreendedores Moçambicanos no que tange aos produtos totalmente nacionais, pois estes têm uma vulnerabilidade em colocar os seus produtos no mercado a um nível competitivo com os demais. Assim sendo, o nosso objectivo é incorporar marcas em produtos nacionais, dar um rótulo capaz de acrescentar um valor”, disse Ferrão.

    O empreendedor vai mais fundo ao afirmar que, a plataforma não foi criada apenas para a incorporação de marcas em produtos, mas também para educar a longo prazo o consumidor Moçambicano a apostar em marcas locais. De acordo com o mesmo, ainda existe um certo estigma com os produtos nacionais, e é imperioso que esta problemática seja ultrapassada. 

    A título de exemplo, é notável que existem lojas na praça que encomendam mobílias com os produtores nacionais, aqueles que desenvolvem suas actividades nos seus quintais, e posteriormente colocam uma etiqueta referenciando que a mobília é importada, isso não faz nenhum sentido”, defende o entrevistado. 

    Lourenço Ferrão aponta cada vez mais a desvalorização do trabalho feito pelos nacionais por parte das grandes lojas. Afirma que isso deve-se a alguns factores, tais como a fragilidade dos Moçambicanos na capacidade de impor um preço justo nos seus produtos por falta de assessoria e ausência de uma marca que dê prestígio ao produto referido. 

    A nossa equipe de reportagem soube ainda que a plataforma funcionará como uma mediadora entre o fornecedor e o consumidor. “Um website de vendas online, talvez não diferente do que vemos das plataformas estrangeiras, o nosso diferencial é apostar somente nas marcas locais. Se Moçambique não produz televisores, telefones, simplesmente não vamos comercializar porque não é nossa produção, há quem já faz isso”, defende o jovem empreendedor. 

    O Fundador da “Mihakaya” afirma que, esta é uma plataforma que surge do mercado Moçambicano para responder desafios decorrentes neste mercado. Os consumidores locais devem abraçar esta iniciativa, pois visa auxiliar ao productor uma dinâmica do seu produto no mercado, e proporcionar ao consumidor marcas locais com qualidades competitivas face às outras. A fonte defende que os Moçambicanos não adquirem produtos locais por falta de conhecimento de sua existência, e que quem não se faz sentir no mercado não é visto. 

    A visão central é despertar os fabricantes/produtores de diversos produtos que podem se tornar uma marca valiosa no mercado, livrar-se da fragilidade de encomendas a preços risórios, proporcionando ao consumidor final um produto de cariz (produção e marca) local.”, disse a fonte. 

    Questionado sobre o âmbito da plataforma para que todos os produtores, a nível nacional, tenham acesso fácil a esta, uma vez que a plataforma encontra-se baseada em Maputo, a fonte afirmou que a incorporação desta plataforma será feita de forma faseada para evitar o não cumprimento do real propósito da iniciativa. 

    No tocante as províncias, são locais com muita riqueza em termos de productos, mas estamos a desenhar uma estratégia de ligação com as mesmas. Primeiro, é preciso clarificar que não vendemos um produto que nós próprios não acreditamos, ou seja, a qualidade vai ser fundamental para uma parceria entre Mihakaya e o fornecedor. Se quisermos algo sustentável a longo prazo, vamos ser rigorosos neste aspecto. Nesta primeira fase, estamos a identificar fazedores de diversos produtos nos quais podemos dar o ponto de partida, depois disponibilizaremos meios para os demais produtores que almejem fazer parte desta iniciativa.”, explicou o empreendedor. 

    A Revista Negócios no Chiveve quis saber do idealizador desta plataforma de comércio se teria aceitação a nível nacional. Lourenço Ferrão sustentou a sua base exemplificando com as plataformas de sucesso Internacional, Ali Babá e a Amazon, mas claro, com o diferencial que é “Local Brands”.

    Tenho a certeza de que teremos aceitação, essa é a visão que me alimenta a apostar. A aceitação é algo moroso. A espectativa é tornar Mihakaya uma marca de referência na venda de productos “Made in Mozambique” pelos próximos 5 anos. Esse é o nosso nicho, o nosso diferencial reside aí se comparado com as outras plataformas que operam no mercado nacional”, explanou a fonte. 

    Quando questionado sobre como irá tornar a plataforma conhecida, este afirmou que as redes sociais serão a grande aposta da Mihakaya. Assim sendo, a sua equipe irá esforçar para explorar no máximo o poder das redes sociais nos tempos actuais. “Vamos usar os meios de comunicação disponíveis. Diz-se, devemos gostar de locais onde estão presentes as pessoas, e actualmente não há dúvida que as pessoas estão nas redes sociais”. 

    Segundo o idealizador da plataforma de negócios “Mihakaya”, criar uma marca exclusivamente para produtos nacionais e vender é algo genial, e o mesmo crê que será impactante. “A boa modista não fará apenas uma camisa e vender. A camisa será alimentada por uma “Brand”, e isso fará diferença no valor do produto, porque antes queremos assessorar aos que trabalham com a Mihakaya a incorporar uma marca no referido produto”, afirma Ferrão.

    Segundo o jovem empreendedor, com a Mihakaya, agora existe a vantagem dos clientes terem os produtos em tempos recordes, sem necessidade do processo de transporte e armazenamentos longos, como acontece com os productos importados. 

    A Revista de Negócios no Chiveve questionou sobre como será a transação comercial entre o vendedor e o cliente, e este afirmou que tudo estará sob negociação da Mihakaya. Mas, caso haja necessidade de interação entre o consumidor e o productor directo, haverá sobre medição da Mihakaya. 

    Esse é o nosso negócio, oneroso, pois estamos a prestar um serviço de divulgação e escoamento digital. Visando garantir que o negócio seja sustentável para as partes, o valor a pagar por este serviço será acessível ”, respondeu o empreendedor quando questionado se a publicação de productos por parte dos productores na plataforma é gratuita ou onerosa. 

    Neste momento, segundo o idealizador da iniciativa, já foram identificados alguns tipos de produtos que podem ser encontrados a venda na plataforma. A fonte aponta que o País tem muita potencialidade no sector mobiliário, no sector de cosméticos, no sector têxtil, e demais áreas não ligadas a produção de bens, como a área do turismo.

    É importante destacar que a plataforma Mihakaya vai apostar na mediação do turismo doméstico/comunitário, pois é notório que o baixo nível do fluxo do turismo doméstico não deve-se ao facto da falta de Cultura dos Moçambicanos, tão somente ao facto dos operadores turísticos não incluírem os Moçambicanos na sua Clientela. Desta forma, pretendemos coordenar com os operadores turísticos de modo a criarem pacotes domésticos com preços competitivos”, revelou a fonte. 

    Importa realçar que, a Mihakaya foi fundada pelo Lourenço Ferrão e conta com uma equipa de 3 colaboradores. Esta plataforma está numa fase de desenvolvimento e espera-se que esteja em total funcionamento em curto espaço de tempo, abrindo mais janelas de emprego para o mercado nacional. 

    Porém, ainda no processo de desenvolvimento desta plataforma, o empreendedor aponta alguns desafios enfrentados. Ferrão diz que o aumento significativo dos crimes cibernéticos é um grande desafio que deixa os clientes desconfiados, e está a trabalhar-se no sentido de garantir segurança e credibilidade a plataforma.  

    Os custos de operacionalização são as barreiras no momento. Mas os desafios serão tornar Mihakaya como uma plataforma credível aos olhos dos consumidores, e com esta situação da pandemia os crimes cibernéticos cresceram e há muita desconfiança, mas acreditamos ser uma fase que iremos ultrapassar com sensibilização e divulgação dos resultados do trabalho”, concluiu Lourenço Ferrão. 

    Por: Nádio Taimo/ Maputo-Fevereiro de 2021

  • A CIDADE DA BEIRA REGISTOU EM JANEIRO UMA INFLAÇÃO MENSAL MAIS ALTA NO PAÍS EM 2,09%

    Segundo os dados recolhidos em Janeiro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Cidade da Beira registou uma subida do nível geral de preços a nível nacional, comparativamente ao mês anterior na ordem de 2,09%. O sector Alimentício e de bebidas não alcoólicas tiveram o seu maior destaque, com uma contribuição no total da variação mensal em cerca de 1,85 pontos percentuais (pp) positivos.

    Os dados recolhidos nas Cidades de Maputo, Beira e Nampula, em Janeiro, indicam que o País registou um aumento mensal do nível geral de preços na ordem de 1,18%. Os sectores de alimentação e bebidas não alcoólicas, vestuário e calçado, destacaram-se ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,84 e 0,12 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente.

    No entanto, ao desagregar a variação mensal por produto, destaca-se o aumento do preço do tomate (12,4%), do coco (18,7%), do peixe seco (5,5%), do óleo alimentar (6,1%), de capulanas (3,3%), do arroz em grão (3,8%) e da couve (11,0%). Estes foram responsáveis por cerca de 0,75pp positivos do total da variação mensal. Contudo, alguns produtos com destaque para a cebola (6,4%), a galinha (2,6%), a mandioca fresca (15,6%), o camarão fresco (6,3%), o limão (28,0%), as sandes de fiambre, queijo, ovo, linguiça, mistas e similares (4,7%) e a batata-doce (5,1%), contrariaram a tendência de aumento, ao contribuírem com cerca de 0,16pp negativos. 

    De acordo com o estudo sobre a variação mensal nos três pontos de recolha, que servem de referência para a inflação do país, conclui-se que a Cidade da Beira teve no período em análise uma variação mensal mais elevada (2,09%), seguida da Cidade de Nampula (1,13%) e por fim, a Cidade de Maputo (0,87%). Em relação a variação homóloga, a Cidade de Nampula liderou a tendência de aumento do nível geral de preços com aproximadamente 4,97%, seguida da Cidade da Beira com cerca de 4,70% e por último a Cidade de Maputo com 3,42%.

    Na Cidade da Beira, ao discriminar a variação mensal por produto, destaca-se a subida do preço do tomate (18,2%), da couve (25,6%), do peixe fresco (4,0%), do repolho (21,3%), de capulanas (5,3%), do coco (20,6%) e do óleo alimentar (3,8%), com uma contribuição no total da variação mensal de cerca de 1,74pp positivos.

    Entretanto, alguns produtos, com destaque para as sandes de fiambre, queijo, ovo, linguiça, mistas e similares (13,9%), a cebola (4,0%), o camarão seco (4,1%), o frango (1,4%), os hambúrgueres (1,9%), os sabonetes (1,8%) e os telemóveis (2,3%), contrariaram a tendência geral de subida de preços ao contribuírem conjuntamente com cerca de 0,21 pp negativos.

    Segundo o INE, comparativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 4,70%. Os sectores de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Mobiliários, artigos de decoração, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação destacaram-se ao variarem com cerca de 9,53% e 8,24%, respectivamente.

    Importa realçar que, o Observatório do Meio Rural (OMR) realizou, também, um trabalho de análise de preços de bens alimentares e não alimentares nos principais mercados das cidades de Maputo, Beira e Nampula. O objectivo do trabalho era analisar e acompanhar as flutuações dos preços nestas cidades consideradas para o cálculo da inflação da economia no seu conjunto.

    Entretanto, para a análise dos preços, foi seleccionado um conjunto de produtos que, não só compõem a cesta básica nacional definida pelo Ministério da Saúde, como também, foram considerados bens que fazem parte dos hábitos alimentares nas três regiões, do volume de comercialização e da oferta nos mercados.

    Importa referenciar que, o OMR objectivou a sua análise de preços nos principais mercados das três cidades em análise. Na cidade de Maputo, a recolha de preços ocorreu nos mercados Central, Fajardo, Xiquelene, Zimpeto e Xipamanine. Na Cidade da Beira, os preços foram recolhidos nos mercados Central, Chingussura, Maquinino, Mascarenha e Praia Nova. Em Nampula, os mercados abrangidos foram Central, Matadouro e Waresta. Consideraram-se estes como os principais mercados pela dimensão, localização e distribuição geográfica.

    Neste estudo mensal, apresenta-se somente a evolução dos preços de produtos, tais como farinha de milho, arroz, massa esparguete, amendoim descascado, coco, feijão-nhemba, mandioca, tomate, cebola, batata-reno, repolho, sal, açúcar castanho, óleo alimentar, peixe carapau, frango, ovos, banana e carvão. Os preços foram verificados no primeiro dia (6 de Janeiro) e no último dia de recolha de informação (27 de Janeiro).

    De um modo geral, relativamente ao mês anterior, verifica-se que os preços dos 19 bens analisados apresentaram variações importantes em cada cidade. Nove Produtos tiveram variações superiores a 10% durante o mês. Verifica-se uma tendência de aumento na maior parte dos produtos.

    A média das variações dos 19 bens foi superior na cidade de Maputo. Entre as cidades, observa-se que a cidade de Maputo se destaca pela subida no preço do coco (35%), do sal (29%), e do óleo alimentar (12%). Na Cidade da Beira verifica-se um aumento no preço do repolho (15,8%), do óleo alimentar (14,4%), e redução no preço do tomate (-11,1%).

    Em Nampula constata-se o aumento no preço de produtos, como amendoim e repolho (11%), feijão-nhemba (25%), babata-reno (18%), e óleo alimentar (10%). Registou-se, ainda, uma redução no preço da mandioca (-33%) e do frango (-17%). A maior variação percentual de preço foi registada na cidade de Maputo com 35% para o coco.

    Entretanto, relativamente ao preço médio no mês de Dezembro, somente três produtos mantiveram os preços estáveis nas três cidades em análise, que são o açúcar castanho e peixe carapau, nas cidades de Maputo e Nampula, e carvão nas três cidades.

    De acordo com os cálculos efectuados, na Cidade de Maputo, os bens cujo preço médio registou uma grande subida relativamente ao mês anterior foram, a cebola que aumentou em 21,11 meticais, óleo alimentar em 59,53 meticais e repolho em 16,87 meticais. O que mais baixou foi a batata-reno em 34,72 meticais. Na cidade da Beira, os maiores incrementos no preço médio foram igualmente registados no óleo alimentar em 68,05 meticais e na cebola em 35,00 meticais.

    Em Nampula, a maior redução de preço foi registada na batata-reno em 25,83 meticais, e os maiores aumentos no preço médio foram em produtos como tomate em 28,18 meticais, cebola em 108,17 meticais e açúcar castanho em 55,50 meticais. Ocorreram algumas reduções observadas no preço do peixe carapau em 40,00 meticais, frango em 113,33 meticais, ovos em 71,82 meticais e banana em 26,33 meticais.

    A Cidade de Maputo continua sendo a cidade com maior número de produtos com preços médios mais elevados em produtos importados, como arroz e banana, e os de produção interna, como coco, feijão-nhemba, mandioca, tomate, frango, repolho, e carvão.

    Na cidade da Beira, os produtos com preço médio mais elevados foram os importados, como peixe carapau e a cebola, os de produção interna, como amendoim, e industrializados, como o sal e açúcar castanho. Na cidade de Nampula, os produtos que apresentaram preços médios mais elevados foram, os produtos importados, como a batata-reno, os industrializados, como a farinha de milho, a massa esparguete e o óleo alimentar, e o de produção interna, como ovos.

    De acordo com o ORM, as diferenças nos preços médios dos bens, de modo geral, podem ser justificadas pela proximidade entre os mercados e os locais de origem dos produtos, incluindo a importação. A organização aponta ainda a distância entre as zonas de maior produção e de consumo, a localização e os preços praticados pelas indústria, a possível circulação de informação sobre os preços nos e entre os mercados. E por fim, fala-se ainda da época de colheita, as estruturas de mercado e as funções de grossista e retalhista e da pandemia do COVID-19.

    O estudo aponta ainda que entre os mercados, constata-se que o mercado do Zimpeto, na cidade de Maputo, Maquinino, na Beira, Waresta, na cidade de Nampula, são os que, geralmente, apresentam preços inferiores em relação aos outros mercados. Este facto pode ser justificado pelas características que estes mercados apresentam desde a existência de uma mistura de agentes económicos, grossistas e retalhistas. Nas três cidades, os preços nos mercados centrais são, geralmente, os mais elevados justificando-se pelas razões de localização e tipos de compradores e os preços mais elevados de compra retalhista ao produtor ou ao comerciante grossista.

    Por: Nádio Taimo/Maputo-Fevereiro de 2021

    NB: Este artigo foi baseado nos relatórios mensais do INE e ORM

  • COVID-19 PODE ARRUINAR A PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DAS MPMES NO CRESCIMENTO ECONÓMICO 

    Em Moçambique existem 42.884 empresas, das quais 95% são classificadas como Pequenas e Médias Empresas (PMEs) investidas por empresários locais (CEMPRE, 2016). A importância das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) é reconhecida pelo seu papel fundamental na redução da pobreza através da criação de novos postos de trabalho e geração de renda à população. 

    Reconhecendo este papel dinamizador do crescimento económico e sua influência na melhoria das condições dos índices de pobreza e desigualdade, o Governo de Moçambique desenhou uma estratégia para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas em moçambique” e criou o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) através do Decreto nº 47/2008, de 3 de Dezembro, como entidade pública que tem por missão incentivar a implantação, a consolidação e o desenvolvimento de empreendimentos de pequeno porte em Moçambique. Portanto, o objetivo central deste, e não só, é a revitalização do sector das MPMEs.

    A COVID-19 vem estender a lista dos desafios que estas empresas enfrentam para se manterem no mercado. A redução da demanda imposta pelas medidas administrativas decretadas no âmbito do Estado de Emergência, como forma de evitar a propagação do coronavírus deixaram grande parte das empresas numa situação difícil. A questão de sobrevivência destas é posta em causa. 

    Não se sabe quantas empresas irão encerrar as suas portas ou quantas se manterão resilientes, o certo é que já há relatório de redução de muitos postos de trabalhos, elevando consequentemente os índices de pobreza, devido a situação da Covid-19. Portanto, a dificuldade de tesouraria para fazer face às despesas de curto prazo colocam em risco a sobrevivência e a garantia de emprego para assegurar o mínimo de rendimento à população dependente das MPMEs. 

    A pequena contribuição das MPMEs para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 28% e estas geram cerca de 42% do emprego formal. Por aqui se percebe a grande importância que estas tem/podem ter na contribuição nacional e na geração da renda dos trabalhadores. Portanto, se é verdade que uma das formas de combater a pobreza é pela via da criação dos postos de trabalho então a promoção do crescimento económico e da manutenção das MPMES deve ser uma das prioridades da estratégia de desenvolvimento nacional.

    A Estratégia de Desenvolvimento Nacional (2015-2035) destaca a importância das PMEs no desenvolvimento nacional. Não obstante este reconhecimento da importância que as MPMEs desempenham na economia, elas se deparam com uma série de desafios no decurso de suas atividades. Constituem principais desafios para o desenvolvimento do sector privado: acesso ao financiamento, a desburocratização administrativa, o desenvolvimento de infraestruturas de suporte à produção, a capacitação e acompanhamento das PME´s e a formação orientada para o mercado. 

    O empresário deve ter um alicerce forte ou dificilmente alcançará o sucesso. Daí que o autofinanciamento conduz a continuidade em muitos dos negócios. As MPMEs consideram que as condições para acesso ao crédito bancário são desfavoráveis devido aos critérios de elegibilidade exigentes, processos morosos e com custos associados, taxas de juros elevadas e exigências de garantias reais. O mais recente relatório do Doing Business em Moçambique vem atestar esta afirmação, ao destacar o acesso ao financiamento e a eletricidade como sendo os fatores mais importantes para o ambiente de negócio (Banco Mundial, 2019). 

    Portanto, há uma série de fatores que emperram o crescimento, a sobrevivência e o desenvolvimento das MPMES, acresce a estes, a fraca remuneração. Moçambique possui os piores salários mínimos na região da África Austral. 

    Actualmente, num contexto que começa a ser bastante conturbado, os impactos negativos da COVID-19 acrescem a lista de fatores que abrandam o crescimento e a sobrevivência das PME. As MPMES estão confrontadas com uma situação de receitas zero, o que lhes confere problemas de tesouraria. Nalguns sectores, falta de disponibilidade financeira para fazer face as despesas de salários e despesas correntes, uma vez que a atividade comercial está exígua ou é inexistente. É mesmo caso para afirmar que a “COVID-19 coloca em risco a sobrevivência das MPMEs”. A CTA (2020) estima que o impacto da COVID-19 no sector empresarial poderá registar perdas entre USD 234 milhões e USD 375 milhões. 

    As grandes empresas têm vantagens materiais para gerar e adaptar inovações devido à sua maior capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Já as PMEs tem vantagens comportamentais relacionadas à sua flexibilidade e a capacidade de adaptação a mudanças no mercado. 

    As MPMEs dificilmente conseguem inovar neste momento. São de pouco capital intensivo e usam na maior parte das vezes, uma folha de Microsoft Excel para controlar o seu fluxo de caixa ou organizar as contas. A questão é mesmo a eficiência produtiva ou a redução dos custos variáveis. Considerando que estas duas situações somente irão acontecer se houver algum tipo de inovação. 

    No dia 01 de Julho de 2020, o Banco Nacional de Investimento procedeu ao lançamento de linhas de crédito especiais como uma das medidas de mitigação dos impactos da COVID-19. Trata-se de duas linhas, nomeadamente: (i) “Linha de Crédito Gov COVID 19 do governo, no valor de mil milhões de meticais financiados por fundos do Estado, e (ii) a “Linha de Crédito BNI COVID 19 do BNI, no valor de 600 milhões de meticais, financiada por fundos do Instituto Nacional de Segurança Social. 

    É uma iniciativa que sem dúvida alguma poderá mitigar os impactos negativos (a uma minoria) que começam a verificar-se no seio das PME´s. Porém, mesmo nesta condição o empresário só adere se o compensar. Daí a necessidade de se garantirem condições de acessibilidade do dinheiro a custos de aquisição baixo. Particularmente para aqueles que sofreram profundamente e duplamente com os ciclones Keneth e Idai. Estes recursos financeiros para financiar investimentos de médio prazo, vem para financiar a tesouraria das MPEMs, permitir o pagamento de despesas de curto prazo e garantir a manutenção dos postos de trabalho existentes. Naturalmente que estes recursos, deverão permitir a curto e a médio prazo que estas empresas recuperem a sua força financeira e retomem o seu caminho da sustentabilidade, e dinamizem novamente o crescimento da economia. Se assim for os impactos económicos e sociais podem ser minimizados.

  • AMA EQUIPAMENTOS REGISTOU UM DECRÉSCIMO GLOBAL NA ORDEM DE 80% DE FACTURAÇÃO NOS ÚLTIMOS SEIS MESES.

    Não se sabe se chegou para ficar, mas uma coisa é certa: ninguém é imune ou fica indiferente a essa nova realidade.  

    Declarada pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o COVID-19 chegou a território Moçambicano em março de 2020, mês que marca a afetação de esforços coletivos para a contenção do vírus. E para combater esta pandemia e evitar a propagação do vírus, o governo anunciou um conjunto de medidas que visam o encerramento de diversas atividades que não sejam essenciais, assim como a limitação de outras.

    O resultado que temos assistido é a quebra de receita resultante da paralisação ou do abrandamento dos negócios. Perante este cenário, encontramos a Ama Equipamentos, uma empresa Moçambicana dedicada ao fornecimento de equipamentos médico-hospitalar, portuário, mobiliário e mineiro, assim como várias PME que têm de reforçar a liquidez para sustentar os custos fixos dos seus negócios (salários, obrigações fiscais, rendas, eletricidade, gastos com prestadores de serviços, créditos, etc). 

    Augusto Álvaro, Diretor geral da Ama Equipamentos, disse que a empresa registou nos últimos seis meses uma queda de 80% de faturação devido a crise instalada por conta da pandemia. A Ama Equipamentos viu-se forçada a reduzir a sua massa laboral, estando a funcionar apenas com 40% dos cerca de 182 trabalhadores que a empresa detém.

    De forma a assegurar a manutenção dos postos de trabalho dos outros 60% dos trabalhadores, a empresa estabeleceu um acordo com os seus colaboradores que se encontram em suas casas aguardando a melhor oportunidade para a retoma das atividades laborais, tendo em conta que das quatro áreas de atuação, apenas uma está em funcionamento, destacando-se a de fornecimento de equipamento hospitalar. Apesar da crise, a empresa tem cumprido com as suas obrigações desde pagamentos de salários, impostos e despesas correntes da instituição.

    Álvaro comentou que além das medidas e pacotes de apoios anunciadas pelo governo para reagir à pandemia da COVID-19, a empresa tem estado a receber apoio moral por parte do governo através de visitas, onde procuram se inteirar sobre o funcionamento da empresa e a situação dos trabalhadores, o que para o empresário, serve de conforto para a classe empresarial no seu todo. Pois, a crise causada pelo coronavírus traz à tona desafios sociais e políticos de um mercado de trabalho cada vez mais informal e baseado em tecnologias de comunicação, sendo que esta aproximação do governo faz diferença.

    Por outro lado, o empresário acredita que dias melhores virão com a abertura gradual das fronteiras, pese embora nunca ter tido restrições pelo fato de a sua empresa dedicar-se a importação de equipamento médico e hospitalar, área que mesmo com a eclosão do coronavírus no país, rendeu 400% acima da meta prevista na empresa.

    Enquanto o sector de importação de equipamentos médico e hospitalar cresce de forma substancial, Álvaro disse que a mesma sorte não coube ao projecto de construção da sede nacional da empresa, cujo término e entrada em funcionamento estava agendado para o ano corrente. Referir que o projeto está avaliado em mais de $4.500.000 sendo que a sede realçará a imagem da empresa dando vida aos 10 anos que a mesma tem no mercado, contando com representações a nível nacional.

    Sabe-se que a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus vai além da saúde e impacta todas as áreas da vida em sociedade. O cenário econômico é um dos mais afetados perante as recomendações de distanciamento para a proteção da população. Com a suspensão de parte das atividades comerciais e das aglomerações, profissionais autônomos e pequenas empresas foram gravemente prejudicados. Pois, enquanto não soubermos quando a normalidade se reestabelecerá, não há como calcular o tamanho do impacto nas empresas. E para esse impacto, Álvaro comentou que possui uma boa relação com os seus parceiros e/ou fornecedores, pelo fato de haver negociação, concernente ao período de pagamentos de materiais que por ventura precise para execução dos seus trabalhos, e isto facilita bastante a empresa, evitando a Banca para fazer empréstimos.

    Por fim, o diretor geral da Ama Equipamentos, Augusto Álvaro, salientou que é chegada a altura de os empresários começarem a olhar para o futuro como algo incerto e ter a pandemia como mais um aprendizado e reinventar-se, pois, apesar de o apoio do governo ser importante, não atenderá integralmente a cada um dos beneficiários. É nesta hora que o empresário precisa saber como usar o dinheiro existente e abusar da criatividade, “parar não significa morrer. É tempo de aproveitar para refletir e analisar o negócio. Colocar as ideias em ordem e preparar o futuro,” afirmou!

    Lembrar que precisamos estudar, discutir e descobrir formas de tratar esta crise sanitária em que o nosso país encontra-se, mas não podemos esquecer-nos da importância das empresas, já que elas também garantem os recursos necessários para a saúde e os bens vitais. Que tenhamos sabedoria, elemento cada vez mais raro no cenário mundial em que nos encontramos.

  • Empresário investe mais de USD 1.5 Milhões de dólares no ramo Imobiliário, na cidade da Beira

    Trata-se de um projecto que esta sendo implementado na cidade da beira, concretamente no bairro de Marrocanhe arredores desta parcela do pais.

    Augusto Álvaro, disse a nossa revista que para a materialização do referido projecto foi mesmo graças a sua robustez financeira, tendo neste caso ativos fixos que permitiram com que o empresário e sua firma Amma Equipamentos, no Mercado a mais de uma década pudesse avançar com novos desafios no caso do ramo, imobiliário.

    O projecto compreende duas fazes, sendo que na primeira serão construídas dez casas dentre elas, 5 do tipo 2 e 5 do tipo 1, todas elas mobiladas, ocupando uma área de 7.835m2.

    Que Benefícios o projecto trará a comunidade Local?

    O diretor geral da amma equipamentos, Augusto Álvaro, disse que o projecto traz benefícios diretos a população local, uma vez que a prioridade em termos de posto de trabalho vai mesmo para os jovens daquela comunidade, onde só neste período de construção dos condomínios 70% dos trabalhadores nas diferentes áreas de serviço, nomeadamente, Pedreiros, carpinteiros, eletricistas, são jovens daquela zona. 

    Com o surgimento deste empreendimento, o bairro passou a beneficiar-se de corrente elétrica de que não dispunha, mais graças aos esforços envidados pela amma equipamento e com este projecto pretende-se ver descongestionado o ramo imobiliário, porque só assim poderão responder a crescente procura por aqueles serviços.

    Tendo em conta aos vários eventos Ciclónicos que tem estado a afetar a cidade da Beira, está acautelada a questão de construção Resiliente?

    Augusto Álvaro respondeu, estamos mesmo a construir as casas pensando nesses desastres naturais, sobretudo aos últimos ciclones que destruíram varias infraestruturas dentre elas públicos e privadas, e para não investirmos para logo depois sofrermos danos causados por estes fenómenos, estamos mesmo a apostar em construção resiliente respeitando todos os padrões de forma a suportar todas as adversidades que possam aparecer.

    Álvaro disse que para alem das casas estarem completamente equipadas, também vão seguir a modernidade, com sistema de internet disponível e sistema digital de abertura de portas dentro dos vários compartimentos dos edifícios.

    A nossa fonte disse ainda que para que um empresário tenha sucesso e saiba sair de varias situações de desconforto financeiro e importante que invista em varias áreas, e por isso mesmo que aposta agora no ramo imobiliário que acredita trazer bons frutos nos próximos dias.

    Questionado sobre a continuidade do projecto na segunda fase, Augusto Álvaro respondeu:

    Si caso a primeira fase traga bons frutos, prende-se na segunda fase construir mais vinte seis casas, que ira ocupar uma área de 10.000m2 e que para alem das casas, também será construído alguns locais de recreação desportiva, com construção de campos multe uso, piscina e alguns empreendimentos de lazer.

    Segredo para si manter em tempos de crise?

    Este momento que estamos a atravessar e um dos mais difíceis e também serve de teste para todos os empresários, para que si possa ter uma economia robusta nas suas empresas, porque assim ainda poderá aguentar alguns momentos não tao bons do tecido Economico, e agarrar todas as oportunidades que possam aparecer, pese embora sejam elas escacas, disse, augusto Álvaro.

    Nos doze anos de caminhada como empresário, Álvaro disse que o importante e nunca perder o foco, porque o ramo empresarial e feito de momentos altos e baixos e o empresário deve estar preparado para, ultrapassar todos esses momentos, e ter a concorrência não como obstáculo mais sim com o fator aprendizagem.

    Apelo aos novos empresários?

    Neste momento nos encontramos numa fase complicada, mais também o nosso pais oferece varias oportunidades de negócio, o importante e encontrar parceiro certos de modo que o caminho também seja de sucesso, e ao longo da caminhada tirar algumas ilações.